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Com o rei na barriga

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Naquele ano o leão não tinha rugido nenhuma vez mais. As rochas pelo caminho, obstáculos, mais pareciam pedrinhas. Tinha pedrinhas de nariz em pé, pedrinhas que mal a olhavam, pedrinhas que fingiam que ela era invisível e insignificante. De repente era tão fácil descartá-las! Ainda incomodavam um pouco, mas a dor não era mais presente, havia só um quê de tristeza e lamento. Chutá-las, pois. Ela, que agora tinha mesmo o rei na barriga, se desfazia das pedrinhas como quem não quer nada e querendo tudo. Ela, a deusa dona de sua vida, mesmo sentindo que vestia um manto um pouco pesado, um pouco apertado, um pouco afobado demais: a vida era assim. Ela sentia seu rei na barriga, talvez fosse uma princesinha e nada mais importava. Era egoísmo ou altruísmo importar-se só com seu rei na barriga? Lembrava-se da dor que na juventude toda suportara, a dor da rejeição, da agonia das paixões e amores nunca recíprocos. de repente havia seu rei, a pessoinha que nem nascera e já estava lá, sendo o...

Help!

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Help, I need somebody help! The Beatles - Help Estou cheíssima de coisas a fazer e no entanto venho pro blog. Bom, no entanto não, por isso mesmo venho pro blog, como um escape. De repente me bateu uma tristeza porque provavelmente não terei um casamento tradicional e por já estar com um bebê a caminho. Sim, eu atropelei algumas fases, como venho fazendo desde 2008. Parece que o acontecido de 2008 desencadeou uma série de acontecimentos sobre os quais não tenho o menos controle; como efeito borboleta, o vento do bater das asas de 2008 ainda causa seus furacões na minha vida.  Está tudo muito difícil: tenho ainda minha vida acadêmica, tendo que cumprir prazos de trabalhos e provas e assistir as aulas que dá; tenho tentado estudar para um concurso cuja prova acontecerá neste próximo domingo, em BH; planejo minhas aulas, tenho que corrigir provas e trabalhos de meus (des)interessados alunos; tenho que manter meu namoro que nem sei mais o que é e logo moraremos juntos, o q...

Tudo normal

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Difícil se conformar em ter uma vida normal. Todo mundo de certa forma assim o deseja: família, amor, estabilidade financeira e emocional, viagens, encontros, nascimentos, enfim. Mas quem está assim, ou caminhando para isso, pisa em ovos. Dá medo. Dá medo de ter uma casinha quando a gente nem casou nem planejou nada; quando são os outros que decidem, quando vem um bebê. Não fiquei melhor, nem mais romântica, nem pior. Continuo com meus gostos de sempre, só estou, creio que, mais cautelosa, sobretudo em relação ao que como. E bate ansiedade também, queria ter uma gestação felina, dois meses e pronto, já teria my baby nos braços. Mas é preciso calma... Enquanto isso, minha vida vai tomando forma normal, tendo casa, trabalho, comida, baby e namorido. Ah, e gata também. Amém. :)

Trabalhos de Hércules

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As pessoas gostam de cuidar (da vida) de mães recém-nascidas. Não é por mal, a maioria por ter mais experiência, dá os seus palpites. Quando não, oferecem-se para padrinhos ou madrinhas, coisas que nem nunca tive na minha família e acho estranho, não vejo função. Entendo as preocupações e chatices, mas no meu orgulho independente que arduamente conquistei na vida, não cedo. Faço as minhas caras feias; como a  maioria é comentário em fb, não respondo ou só agradeço. Não posso exigir o comedimento que sempre tive das outras pessoas, cada um é o que é, não tem que disfarçar. Minha corretude (neologismo?) com tudo, a falta de entusiasmo e o cumprimento rígido de deveres - horário, compromissos, provas, entrega de trabalho - sempre me foram peculiares, e são peculiares de distímicos. Mas não estou agora ligando para os meus distúrbios de humor, ainda que continuem me afetando. Coisa que mais afeta meu já mau humor é a falta das coisas. É ver, talvez ilusoriamente, que certas pessoa...

Problemas

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"Entrega teu caminho ao Senhor, confia nEle, e o mais Ele fará" Salmo 37:5 Problemas. Se não nos acostumamos ou amoldamos a ele, sempre incomodam, tem uns que até a gente mesmo causa sem querer/saber, sem intenção ou com, subconsciente. Enfim, existem e precisam ser resolvidos. Tenho causado alguns, arrumado outros e outros tem aparecido, simplesmente, sobretudo com as mudanças que tenho que fazer, do tipo: 1. Mudar de casa - bom, moro em república, vou ter um bebê e isso meche com a rotina de todo mundo. Ainda que esteja cedo, já estou querendo bater asas e voar, mesmo porque meu humor não anda nada bom, devem ser os hormônios alterados, sei lá. 2. Fazer exames - já estou com o pedido, falta o SUS resolver marcar e me atender decentemente. Até agora, só consegui fazer um ultrassom e ainda nem peguei resultado, sendo que estou com pedido de exame de fezes, urina, sangue, etc, etc... Hoje tive que fazer um ultrassom mamário e fiquei quase 3 horas na espera, se...

Minha gata-menina

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Calma, ainda não sei o sexo do meu filho; falo do meu bebê primeiro, Calabresa. Ela está aqui ao lado, sempre me olhando, acompanhando meus movimentos e os do cursor na tela. deita a cabecinha no teclado e fica com as orelhinhas em pé, olhos grandes na tela. Encontrei Calabresa há 1 ano e três meses, estava pequenina e miava incessantemente na rua, num prédio aqui da frente. Não aguentei, levantei da cama tarde já da noite e fui na rua. Me deparei com aquela coisinha branca miando. Chamei-a, peguei-a e trouxe pra casa. daqui ela nunca mais saiu, exceto uma vez, que sumiu uma semana e voltou com um grande inchaço na perna, do qual se recuperou, mas a perninha ficou torta. Era uma coisinha medrosa: tinha, e ainda tem, medo de altura, assusta-se quando chegamos perto, não gosta que a peguemos no colo. Só come ração fresquinha, de preferência whyskas e com a vasilhinha cheia. Já tentei me livrar dela: teve cinco filhotinhos, sendo 4 branquinhos feito ela e um rajadinho feito um tigre....

Maktub

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Estrela de Davi Acordei mals hoje. E como todo bom homem que se preze, Bruno enraiveceu-se comigo, ao invés de me dar um tempo. Mas agora à noite tudo ficou bem, sobretudo porque íamos à Igreja. Tenho muitas preocupações e a maior delas, financeira, torna-se cada vez mesmo maior. Nem lembrei do baby e não comi de 3h em 3h. Porque antes eu podia ficar horas sem comer, ou comer qualquer porcaria, eu aguentava, mas agora não dá. As preocupações são muitas, muita coisa pra resolver e eu não tenho a complacência tipicamente Brunesca. Quando vejo que só me restam alguns trocados na carteira, meu humor piora drasticamente, e olha que já não é dos melhores. O que tem me salvado é a companhia dupla, Bruno e baby. Meu namor é dessas pessoas fáceis de decifrar, sem grandes problemas emocionais, mas com grande tendência ao que chamo falta de decoro no trato cotidiano: bagunceiro, esquecido e relax demais. É roupa daqui, cuecas dali, "já vou, já to indo, já vou fazer" ... e nada! te...