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Os mistérios que há

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Rita, Camilo e Vilela. Foram duas partes bastante distintas do meu dia: primeiro na igreja onde sei que Ele me viu e falou comigo. Novamente aquela sensação de que eu tinha que estar lá, hoje, de manhã, exatamente na hora mesmo que cheguei, atrasada. E odeio atrasos, mas ultimamente pra ir a certos lugares, não tenho pressa. Nem pra encontrar certas pessoas.  Depois a decisão de almoçar na rua mesmo, e depois vir a UFV acessar a net... ai resolvi fazer hora porque o laboratório de informática ainda não abrira. Fui à livraria e me deparei com um livrinho fino com alguns contos de Machado de Assis. Abri o livro. O nome dele estava lá, não o de Machado, mas o dele, dele ainda. Não resisti, comprei o livro. Era uma história trágica em trio: C, R e V. V casado com R, que tem um caso com C. V aniquila os dois. Tudo que senti sabendo deles juntos voltou nas partes em que se narrava o amor dos dois. Tudo que eu queria ou pretendia na minha ilusão fazer, V o fez por mim. Pense...

O que falta, ainda

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Férias. Tenho dinheiro, mas também muitas contas a pagar. Hoje mesmo saí com 200 e foi tudo embora... Planejo ir a Petrópolis nesse fim de semana, depois semana do fazendeiro, depois um casamento, depois São Paulo. Ah, e ainda tem a possibilidade de Ouro Preto.Mandei os documentos para a avaliação de títulos, agora só aguardar. Sinto faltas. Estou só em casa, ouvindo músicas e tudo que quero é companhia. As músicas regem algo dentro de mim que sintaxe nenhuma pode. Não sei, mas falta sempre algo. Falta tranquilidade, despojamento, coragem, mais cara de pau talvez. Isso eu tenho mas só sob efeito etílico. Sem tv, sem net em casa, vou levando... porque eu nunca sei o que fazer? sei la... pois é... Nunca me senti tão só nessa fase da vida... parece que estou perdendo todo mundo, metendo pés pelas mãos, enfim, uma revolução gradual, cada dia é uma coisa. Parei de contabilizar o mal de cada mês, enfim estamos no meio de 2012... passou rápido. Realmente começou muito mal pra mim, m...

Coisas irresolvíveis

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renatomoraes.blogspot.com Tinha o teatro, as férias. Tinha tudo e mais um pouco, só não tinha dinheiro, essencial. Tinha os destinos: Ouro Preto, São Paulo, Rio de Janeiro, Petrópolis. Pra onde ir? O que fazer? Como se resolver? Onde estava a ajuda, além da divina, sempre lá? Aí tinham as reações do corpo: sonolência excessiva, coceiras, vermelhidão, a gata que arranhou, dores nas juntas, tudo. Aquela dor de dentro nem contava, já fazia parte de si. Depois vinham as dores psicológicas: o peso na consciência, mal-estar, raiva, trsiteza, sensações infindamente torturantes e angustiantes, para as quais não há muita escapatória. O que fazer? Pedir perdão ou antes perdoar a si mesma? Havi o corpo, o externo do corpo, ainda: vestir-se bem, ficar bonita, era bonita, pra que, pra quem? Não ligava a mínima, queria era ser mais inteligente, sagaz, perspicaz, queria saber todas as opiniões, ler todos os livros, fazer artigos, teses e dissertações, mostrar o cérebro antes do corp...

O mal

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Havia ainda mais um lado nela, esse lado atroz. Feroz e voraz de comida fresca, vingança. Nessa, ele pagou o pato. Ela não latiu nem avisou dessa vez, foi lá e mordeu, bem forte. Nada que ele não merecesse, ainda pouco. Ainda esse lado aflorava, mas com todo requinte. Ela não iria às últimas consequências, só sendo extremamente necessário, como um último recurso a lançar mão. A força da raiva alimentava tudo, necessária. Não era assim que deveria ser? Então todos pisavam em sua cabeça e ela devia ainda estender um tapete vermelho pra que limpassem os pés? Tapete vermelho de seu sangue, não. Não! Houve discussões, xingamentos e ameças. Ah, se a internet estivesse à mão nakela hora, ah! se estivesse, mas não estava. Nada estava. Ela sentia frio, tremia, suava, sentia orgulho de si e ainda um vazio imenso. Carregava um riso irônico no rosto e seus eus brigavam dentro de si. Bem, mal... Um senhor lhe entregou um papel-sinal-mensagem que dizia: Pratique sempre o bem sem olhar ...

Não ter

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Não ter, não ter Um perfume que não se esquece Não ter O ruido do seu sorriso Não ter Essa hora tão mágica Não ter O carinho que eu preciso Não ter O seu ritmo sempre doce Não ter Seu amor pra onde quer que eu fosse Não ter Minha vida é viver de você... Sandy e Júnior - Não ter O fim de semana foi bom, só. Respeito, ponto. Escrevi o seguinte texto outro dia, e ele bem que podia deslizar  pra internet automaticamente né, mesmo quando a gnete não tem internet. Não ter; tem uma música de Sandy e Júnior que dizia isso, não ter, não ter o su ritmo sempre doce, não ter seu amor pra onde quer que eu fosse... acordei com essa música na cabeça outro dia, deve ser poruqe não tenho muita coisa. O texto: Devo pensar mais ou menos assim: preciso do estímulo externo, logo, esse estímulo é o correto. Então, os outros estão certos, eu não. Estão certos a meu respeito, eu não. Não sei como sou de verdade. Olá, sou a mentira, vivo-a. os outros sabem o que me é melhor, ...

Contentamento

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Quem sou eu pra que o Deus de toda terra se preocupe com meu nome, se preocupe com minha dor...? (PG - Quem sou eu) Andei, andei, andei muito hoje e não acabei. Não quero acabar; é a velha mania de ter medo da morte. Medo de acabar, de ser esquecida. Sei lá. Esse blog... todas as minhas postagens, juntamente com o que pensei na hora, estão aqui. Estão aqui, mas até quando? A memória tecnológica, as páginas da internet, será que não vão dar um esquecimento um dia? Quantas páginas e suportes e memórias existem, e quantas a mídia virtual é capaz de suportar? Nem sei se faço as perguntas certas, mas... será que não terá um novo bug do milênio (em 3.000?).  Medo de acabar. De ser esquecida. Quero que saibam que eu existi, mas é muito mais fácil criar uma família e ser lembrada por ela do que ser lembrada pela humanidade. Ser lembrada por todos, por um longo período de tempo, é tarefa árdua, é preciso ter feito algo essencial à humanidade, algo relevante... Minha ambiçã...

O óbvio da vida

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A minha vida continua Mas é certo que eu seria sempre sua Quem pode me entender Depois de você, os outros são os outros e só (Os outros - Kid Abelha) É claro que eu ia ver a criatura hoje, só porque hoje é hoje. Era óbvio que eu iria cair em tentação ontem, só porque no mesmo ontem comecei uma campanha na minha igreja na busca de uma santidade que já perdi... E eu sabia, eu sabia de tudo isso. Tem coisa que é tão óbvia que nem é preciso sexto sentido ou qualquer outra coisa; simplesmente é fato, é. E eu sabia e ainda passei número de telefone, endereço, eu me dei os meios pra cair na tentação. E acordei hoje pensando tanto na criatura que era óbvio que ia vê-lo. Lei da atração sempre funciona quando não quero. Continuam as obvieidades: claro que iam ter barracas vendendo flores pra todos os lados, corações e coisas vermelhas por toda parte, e eu obviamente estaria só nesse dia. Mas liguei o "nem aí" por hoje, só pra constar. Comprei umas coisas, um lápis de...