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Atlas e clichês - não sei escrever

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Acordei com o peso do mundo nas costas, tal qual Atlas. Uma preguiça sobrehumana que me faz ficar deitada; um sonho que de tão real, no que acordei, tornou-se um infinito pesadelo que me fez chorar escondida no banheiro, com a minha velha questão nunca respondida na cabeça: por quê?? Logo após, me acalmei, mas a preguiça perdura. Li um pouco do livro JESUS que ganhei, mas a preguiça em embrutece... as coisas todas que tenho que fazer me embrutecem as well. Trabalhar, fazer reuniões, tomar decisões, oh my...  queria ter tido férias de verdade, não somente duas semanas, que acabam nessa. E também precisaria de dinheiro... Continuo a mesma reclamona de sempre... Vamos mudar, vamos mudar, vamos mudar, vamos mudaaaaaaaaaaar! Estou vazia, sem o que dizer... parece que as coisas ficam suspensas até a gente começar a viver, a saber que é 2013, que é uma nova fase e blá-blá-blá ... e começar, deslanchar, sei lá. Vamos rir, como quase estou agora, assistindo um filme comédia românti...

Retrospectiva (mas não)

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Não gosto mais de retrospectiva, dói. Basta dizer que o ano começou realmente mal. Notícias que jamais esperei, aquele sentimento horrível de ser usada e passada para trás. Engraçado que passei de 2011 para 2012 de joelhos na igreja, mas talvez tenha esquecido de pedir coisas específicas a Deus. Aí veio o bombardeio. Hoje ignoro pessoas e sou ignorada, e pior, cabe a mim restaurar relações; mas tem muitas que não quero, não posso e nem devo restaurar. Águas passadas... O vazio incômodo que sempre senti perdurou até meados de Setembro, quando começa a bela primavera. Começou pra mim exato um mês antes de meu aniversário, quando a maior virada da minha vida simplesmente aconteceu. Hoje tenho três meses de namoro e dúvidas e certezas ainda... Comecei a ser monitora de inglês, e fiquei de "recuperação" pela primeira vez na vida. Passei na prova final, ainda que tenha feito-a sem o devido aprofundamento no tema: latim. Hard . No segundo semestre que começou agora em de...

Paixão

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Falta-me paixão, sempre foi assim. No meu primeiro e úncio concurso de poesias na minha escola de ensino médio, ganhei o segundo lugar. A premiação, um troféu que hoje está todo despingolado e um relógio de pulso que não tenho mais. No dia seguinte, esperava ansiosamente minhas colegas perguntarem sobre o concurso, esperava ansiosamente por poder falar, mas jamais falaria sem "permissão", um adeixa de alguém. Ninguém perguntou... talvez não tivesse tanta importãncia assim, talvez fosse nada, talvez... e no meios desses meus devaneios, o entusiasmo pela coisa foi esmorecendo, meu coração foi batendo normalmente, me aquietei. Foi assim que uma das colegas, a Kátia, perguntou, espantada por eu não ter falado antes: "ei, e o concurso?" E eu falei que tinha ganhado segundo lugar, sem entusiasmo algum. E ela exclamou como eu não contara antes, e como podia dizer assim, sem nenhum entusiasmo, se fosse ela estaria dando pulos de alegria. E eu estava, mas nunca consegui ...

Receitas

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Tenho ideias amargas. Acordei depois de uma noite de calor intenso sem vento e cheio de pernilongos e aí meu humor, que normalmente já não é bom, piora bem. Não quero filhos, quero uma criança pronta, já andando e falando, sem eu ter que carregá-la e amamentá-la... quero presentes de natal, livros, agenda, dinheiro sobretudo; quero acertar sempre e ter controle de tudo sempre. Quero viajar mais e ser mais autosuficiente, dependente somente dEle; estar mais perto dEle e não ter memória. Gostaria que fosse possível eu morrer, de fato ou metaforicamente, no último dia deste ano e, dessa forma, nascer no dia primeiro sem memória dessa outra vida que me foi dada até 2012, ano caótico. Me anima os inícios de ano, ao menos naqueles dez segundos da contagem regressiva. Depois é sistema: trabalho, salário, aperto, contas, brigas, amor e vamos que vamos... é um ciclo interminável; sempre acho que algo mágico vai acontecer, mas não existe essa mágica... existe a força de nós mesmos e a minha ...

Natal

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Olho neste momento para meu sobrinho de quase 3 anos; ele dorme. Vejo um filme na TV, "O dia em que a terra parou" - ETs e fim do mundo e blá-blá-blá (mas nem é tanto blá-blá-blá assim, afinal) - e penso. Família. Natal. Heal the world, Michael Jackson. Lembro de Cristo, procuro tê-lo em mente, porque a gente se perde em presentes e brigas e reconciliações familiares inúteis muitas vezes... porque o Natal é todo dia... ah sim... mas não. Todos os dias pessoas nascem e morrem. Todo dia tem alguém que não come, que não toma banho, que grita de dor física e emocional. Eu só não grito. Todos os dias a gente sofre, sofre muito tentando matar as dores do passado, da fome, nossa fome, dos filhos, do cônjuge. Todos os dias ouvimos músicas e, como em filmes, nos transportamos para um momento que não volta mais, somente na nossa cabeça, e essa é toda maravilha da coisa. Todo dia tem alguém que se apaixona por alguém que se apaixona por outro alguém e não dá a mínima pra sua dor...

Tom Literário

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Tudo ainda tem tom literário: estranhamento. Lembro das primeiras aulas de teoria da Literatura I, com J.S.S.. Falávamos desse tom de estranhamento ao nos depararmos com literatura, com o novo, e é assim que estou agora. Quase como um dia será quando eu andar de bicicleta, coisa que não sei. Ando pensando remotamente em tirar carteira, mas devia primeiro andar de bike, não? Não sei... só sei que já aprontei muuuuito antes de namorar, e sempre esperei namorar, não aprontar. E aí, aos 45 do segundo tempo, namoro. Estranhamento, ainda mais quando se está indo pro terceiro mês, uau! Estranhamento ainda agora, quando acabo de ver uma aranha descendo em seu fio invisível.  A música de Taylor Swift se encaixa como luva pra mim, por ele, por tudo o que houve. Begin Again . De alguma forma, comecei de novo, comecei o que sempre quis, mas nada é perfeito, o príncipe é um ser humano como qualquer outro; eu, que seria a princesa, estou beem longe disso também... que bom.  Na m...

Sobre as vozes

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Assisto The Voice Brasil e penso porque outras artes não tem vez na televisão, sobretudo na rede globo. Não sei... é, de certa forma eu desejo um reconhecimento, estrelato talvez. Não, reconhecimento, e o reconhecimento vem principalmente pela TV e internet nos dias de hoje. Assisti também um pouco do futebol da seleção feminina contra a Dinamarca. Penso no que eu poderia ter sido, ter desenvolvido nas aulas de Educação Física, não fosse o bullying. Tenho extrema dificuldade em olhar pra frente e vez ou outra meu olhar esguio se esvai por cima de meus ombros tão largos e olha... olha pra trás, se arrepende, quer voltar, quer fazer diferente, quer parar em algum ponto. A minha arte não tem vez... teve lá atrás, quando os reis acolhiam os poetas, os músicos, os artistas que lhes louvavam e lhes agradavam de algum modo. Hoje como poeta, sou acolhida pelos meus próprios textos, a rima ou ausência dela, os versos, as estrofes... Sou acolhida pela leitura do leitor desconhecido, os come...