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O Estilete - part II

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"Assim diz o Senhor DEUS, que congrega os dispersos de Israel: Ainda ajuntarei outros aos que já se lhe ajuntaram." Isaías 56:8 ATO 2 CENA 1 Mozilla Doida Coro - o gato Lúcifer Diálogo truncado entre os personagens. Ainda no ônibus, banhada de lágrimas, Doida Summer acaba de desligar o celular na cara de Mozilla. Uns minutos depois, ele lhe dá um toque, ela retorna: - Oi... - Acalmou? - .. sim. - Então... pensa em tudo que eu te disse, tá? -Tá. - Bju, te amo. - Bju. Tchau. A pergunta "o que é mais importante pra vc agora" ecoa na cabeça de Doida. "Dinheiro" ela havia respondido. Mas não era.  O gato Lúcifer -  Ninguém pode servir a dois senhores; pois odiará a um e amará o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Vocês não podem servir a Deus e ao Dinheiro. (NVI) Mateus 6:24 CENA 2 - Em Viçosa Mozilla Doida Coro - a cidade personificada num mendigo Doida cochila. Ao abrir os olhos, vê o trevo que ...

O Estilete

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"O coração de uma mulher é um oceano cheio de segredos" Rose, Titanic   O ESTILETE Prólogo: Pensei que ontem usaria pela prima vez meu estilete em carne humana. Por um segundo não foi porque não lembrei-me dele. ATO 1 CENA 1 - O devaneio que se torna real Personagens: O Duas Caras A Namovaca do Duas Caras Doida Summer Bus Driver Funcionário Conhecido O Coro - que podem ser um bando de Tirésias, o gato de botas ou preferencialmente o gato de Alice, Lúcifer.  CENÁRIO Terminal Rodoviário Tietê. Doida Summer chega à Rodoviária, vai para sua plataforma e depara-se com Duas Caras e a Namovaca. Estão de costas. Doida Summer para bruscamente, suspira, segura firme a mala em riste e passa feito trator por eles. Ouve a Namovaca: - Nossa! (voz estridente de loura-burra). Doida segue para a fila de bagagens de baixo, pedindo desculpas às pessoas do outro lado em quem esbarrou. Olha furtivamente para trás, seu olhar se encontra com o da...

Picando a mula

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Hoje foi aniversário dos babies gêmeos, Bryan Mateus e Ana Clara. Passei a manhã com o menino e não devo vê-los mais, já que volto pra Viçosa amanhã à noite. Tampouco fui à festinha que tiveram - coisas familiares... Saí, fui ao Shopping Metrô Tatuapé, comprei meu óculos escuro finalmente e recarreguei o celular. Estou com um Claro agora, além do Tim (quase aposentado) e o Vivo. Meu irmão mais novo, o pai dos babies, me disse que pelo menos estou inteira, apesar da idade, que ele pasmou ao saber... Engraçado, não me pesa. Me sinto constrangida ao me pegar muitas vezes usando roupas que gostaria de usar quando era adolescente e não pude... Mas falo minha idade de boa, talvez porque tem sempre alguém que se surpreende dizendo, "Não...!" com aquela cara, não sei por quê. Isso está relacionado talvez a nossa visão ocidental da idade, em que, passando dos 25, já é muito, e se vc não tem casa, carro, pés de galinha e rugas, "Não parece!!".  Não parece que Bry...

Bizarrices

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Tive um sonho bizarro e um pesadelo acordada. Sim, chamam de devaneio, mas não foi nem isso, arquitetei coisas que faria se tivesse coragem, não tivesse medo de ser presa e não fosse cristã. Matei uma pessoa só pra infringir dor a outrem.... queria dar-lhe a mesma dor ou algo pior do que o que ele me fez sentir com seu desprezo. Odeio esportes. No sonho eu estava andando pela rua de calcinha e com uma camiseta escrita fé bem grande - a camiseta é de uma loja gospel online que eu estava olhando ainda ontem - eu andava na rua sem olhar pra ninguém porque sabia que todos estariam me olhando. O devaneio foi completo, eu estava em julgamento contando tranquilamente como e por que cometi o crime, e até sugeria que me condenassem à prisão perpétua ou à pena de morte, se houvesse no Brasil um dia, porque eu não iria parar, ia fazer isso com todas dele. Faria, céus, Ele sabe que eu  faria porque seria justo, mas eu não poderia, não posso, não poderei jamais. Por que, por que, cé...

Atlas e clichês - não sei escrever

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Acordei com o peso do mundo nas costas, tal qual Atlas. Uma preguiça sobrehumana que me faz ficar deitada; um sonho que de tão real, no que acordei, tornou-se um infinito pesadelo que me fez chorar escondida no banheiro, com a minha velha questão nunca respondida na cabeça: por quê?? Logo após, me acalmei, mas a preguiça perdura. Li um pouco do livro JESUS que ganhei, mas a preguiça em embrutece... as coisas todas que tenho que fazer me embrutecem as well. Trabalhar, fazer reuniões, tomar decisões, oh my...  queria ter tido férias de verdade, não somente duas semanas, que acabam nessa. E também precisaria de dinheiro... Continuo a mesma reclamona de sempre... Vamos mudar, vamos mudar, vamos mudar, vamos mudaaaaaaaaaaar! Estou vazia, sem o que dizer... parece que as coisas ficam suspensas até a gente começar a viver, a saber que é 2013, que é uma nova fase e blá-blá-blá ... e começar, deslanchar, sei lá. Vamos rir, como quase estou agora, assistindo um filme comédia românti...

Retrospectiva (mas não)

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Não gosto mais de retrospectiva, dói. Basta dizer que o ano começou realmente mal. Notícias que jamais esperei, aquele sentimento horrível de ser usada e passada para trás. Engraçado que passei de 2011 para 2012 de joelhos na igreja, mas talvez tenha esquecido de pedir coisas específicas a Deus. Aí veio o bombardeio. Hoje ignoro pessoas e sou ignorada, e pior, cabe a mim restaurar relações; mas tem muitas que não quero, não posso e nem devo restaurar. Águas passadas... O vazio incômodo que sempre senti perdurou até meados de Setembro, quando começa a bela primavera. Começou pra mim exato um mês antes de meu aniversário, quando a maior virada da minha vida simplesmente aconteceu. Hoje tenho três meses de namoro e dúvidas e certezas ainda... Comecei a ser monitora de inglês, e fiquei de "recuperação" pela primeira vez na vida. Passei na prova final, ainda que tenha feito-a sem o devido aprofundamento no tema: latim. Hard . No segundo semestre que começou agora em de...

Paixão

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Falta-me paixão, sempre foi assim. No meu primeiro e úncio concurso de poesias na minha escola de ensino médio, ganhei o segundo lugar. A premiação, um troféu que hoje está todo despingolado e um relógio de pulso que não tenho mais. No dia seguinte, esperava ansiosamente minhas colegas perguntarem sobre o concurso, esperava ansiosamente por poder falar, mas jamais falaria sem "permissão", um adeixa de alguém. Ninguém perguntou... talvez não tivesse tanta importãncia assim, talvez fosse nada, talvez... e no meios desses meus devaneios, o entusiasmo pela coisa foi esmorecendo, meu coração foi batendo normalmente, me aquietei. Foi assim que uma das colegas, a Kátia, perguntou, espantada por eu não ter falado antes: "ei, e o concurso?" E eu falei que tinha ganhado segundo lugar, sem entusiasmo algum. E ela exclamou como eu não contara antes, e como podia dizer assim, sem nenhum entusiasmo, se fosse ela estaria dando pulos de alegria. E eu estava, mas nunca consegui ...