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Reta final

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As retas finais das coisas me deixam ansiosa. Apreensiva. estou com a mesma sensação que tive quando estava no final da graduação, não tinha certeza que realmente terminaria a monografia, apesar de que se tal acontecesse, eu ficaria em prantos. Portanto, me desdobrei em dias e noites sem dormir o suficiente para terminá-la, sem sair, sem diversão, sem nada. Estava totalmente focada nela, na graduação, no meu grand finale . Na verdade, não foi assim com a gravidez. Agora nessa reta final é que comecei a me concentrar nela, mesmo porque minhas devidas férias enfim chegaram - do trabalho e da universidade - e ainda terei a licença-maternidade logo em seguida. Enfim, parece que o universo conspira a favor da minha gravidez, para que eu lhe dê a devida atenção. Não que não me cuide, mas sou bem tranquila. Estou tomando as vitaminas receitadas, indo sempre ao médico fazer o acompanhamento, fazendo exames daqui e dali, tanto que meus braços já foram picados algumas vezes para coleta de s...

Angústia

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Mas a salvação dos justos vem do Senhor; ele é a sua fortaleza no tempo da angústia. Salmos 37:39 Ontem mesmo conversávamos sobre os mais pobres da família. Incrivelmente, o pai dele e os meus pais sãos os mais pobres de cada família e nós também. Se bem que dos meus irmãos, estamos todos no mesmo barco e às vezes acho que não vou muito além do que já consegui. Engraçado, parece que certas pessoas simplesmente não andam sem empurrão de todas as espécies e sempre serão o primo pobre da família. Isso é frustrante... Às vésperas de tirar férias - enfim, meu Pai! - me sinto desértica. Essa semana vai ser punk, até sexta-feira, quando um alívio deve se dar, assim seja.  Ao contrário do que pensei, não tem ninguém na minha cola me dizendo que gravidez é assim e assim e assado, tampouco me dando conselhos. Novamente, me sinto desértica, ilhada. Sinto falta da minha mãe pra perguntar coisas como: eu demorei muito para nascer? doeu muito? em quanto tempo vc saiu da maternida...

Mix e Medos

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Não sentia saudades, era fria. Com a filha ainda no ventre, imaginava-a já longe de si, na faculdade, curtindo as porralouquices da vida. u mesmo querendo entrar para um convento. Sendo (in)feliz no amor? Não sabia, mas imaginava já muitas coisas para a pequena. Com tantas perdas - maior parte emocionais - não podia afirmar que não tinha nada, tampouco que tinha tudo. era melhor se conformar com muita coisa. O dia a dia mata às vezes e se renova. É preciso ser máquina. Olhava para o marido e via-o tão assim romântico. Era fria, sempre fora. Sabia que tal frieza vinha do pai. Genética. Tinha medo e orgulho ao pensar na filha assim também, fria e altiva. Ah, não. Sofrer como ela já sofrera é pra poucos. Nunca fora fã de ninguém. Na adolescência tentara ser fã do Westlife, do *NSync, dos BSB, foi um pouco do Hanson, de quem gostava ainda até hoje. Mas quando chamava um ou outro de marido como o faziam as meninas bobinhas e fúteis, sentia-se ridícula. Parou de se entupir de revistas...

Alea jacta est - ou sobre machismo e humanos

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Responde-me, Senhor, responde-me, para que este povo conheça que tu és o Senhor Deus, e que tu fizeste voltar o seu coração. I Reis 18:37 O tema do Encontro com Fátima era quem deve pagar conta, homem ou mulher. Aí a maioria das mulheres ditas independentes e modernas acha que o homem DEVE pagar a conta num primeiro encontro. Regina Casé levantou uma questão interessante, apesar de ter respondido também que o homem DEVE pagar: e se o encontro for entre duas mulheres ou dois homens? Nesse caso, DEVE pagar quem convidou, não importa se homem ou mulher.  Namorido aqui em casa está desempregado, eu pago tudo. Isso tem pesado, mas eu entendo a situação, vamos levando. Está difícil ainda mais por causa da bebê. Ainda bem que namorido não é muito de sair, apesar de ser muito de comer #maldade :p A discussão no Encontro tomou um ar divertido, leve, mas acho estranho. Quem paga é quem tem o dinheiro, e na nossa sociedade ainda tradicional, mesmo que no pensamento, é o homem q...

Ao Deus desconhecido

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Porque, passando eu e vendo os vossos santuários, achei também um altar em que estava escrito: AO DEUS DESCONHECIDO. Esse, pois, que vós honrais, não o conhecendo, é o que eu vos anuncio.  Atos 17:23 Deus nos dá tudo. Hoje eu refletia durante o culto sobre como e por quê é tão difícil estar perto dEle, servir a Ele do jeito como manda o figurino, digamos. um dos motivos é a separação Estado-Igreja, não que isso seja ruim, mas vejo com um pouco de negatividade pelo lado exatamente do senhorio de Deus. Ele parece estar novamente se tornando um Deus desconhecido, como Paulo declarou. Temos dificuldade de admitir algo ou alguém além do que conhecemos tendo total autoridade sobre nós; alguém que disponha totalmente de nossas vidas, que nos tem nas mãos. Ma eis o segredo, Ele bate à porta, Ele pede pra entrar. Ele não age sem que queiramos, sem que deixemos, taí o por quê de esse mundo parecer estar entregue ao caos: não está; ao mesmo tempo, Ele cuida de nós. Deus tem caminhos q...

Nós

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(Domingo, 18/08) Hoje teve lasanha e sorvete por aqui. Ganhei uns três quilos de uma vez só no mês passado, o que, segundo a nutricionista, não é muito bom. Aí eu venho tentando maneirar e o namorido come, come e come e eu acabo indo na onda dele. A bebê vai bem e já responde se falo com ela e mexo na barriga. repito seu nome às vezes, pra ver se soa bem. Até pensei em dar meu próprio nome a ela, como o fazem tantos pais aos filhos; sendo mãe, à minha filha, porque não? Mas pensei bem e ...não, melhor não. Lídia: do grego, irmã, amiga, companheira, mulher nascida na Lídia , antiga região da Ásia Menor. Cristina: do grego, a ungida. Em casa somente eu não tenho nome composto, até o namorido tem, Bruno Henrique. Estou com o pedido do teste de glicose em mãos, dizem que é terrível, altamente enjoativo, mas necessário para detectar uma possível diabetes. Ontem recebi a visita de uma tia-prima da minha Lídia e ganhei mais um par de sapatinhos de crochê, um rosa. Já tenho um verde e um v...

She's all

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(Quarta, 14 de agosto) Parto. Barriga. Fome. Chutes. Cansaço. Variação de humor. Amor. Beijo. Tosse excessiva. Noites (já) mal dormidas. Ultrassom, exames. Menina. Girl. muita coisa acontecendo, mudando. E eu sempre lendo histórias de partos e de direitos humanos que me impressionam. Não sei, as pessoas são estranhas. E diante de tantas histórias que nos incomodam de uma certa maneira, a tendência é mesmo se afastar e preocupar-se somente com o próprio umbigo. Mas em relação a filhos, não podemos deixar pra lá, fechar os olhos pra nada. vai ter hora em que ficarão sós com outras crianças, com outros adultos, com parentes, com irmãos. A maldade humana é tanta que precisamos ser "maldosos" também, olho aberto. problema que ás vezes a gente cria o filho numa bolha. Ai, a maternidade... difícil. Minha gravidez está até tranquila, fora essa neuras que a gente cria mesmo. A bisavó dela está aqui esses dias e deu um presentinho pra ela, um macacão rosa com a tiarinha também rosa. G...