Postagens

Uma nova história

Imagem
Falta menos de um mês para a prova de um determinado concurso aí e, guess what , eu resolvi em cima da hora fazer. Nem vou poder concorrer ao cargo de nível superior, pois não tem da minha área, vou tentar o técnico. Deveria ser fácil, mas vai depender do tanto de inscrito, como na ALMG: passei nos dois, porém fora das vagas, beeeem fora, pois foi bastante concorrido, muita gente mesmo! Para não me desanimar muito, acho que nem vou olhar o número de inscritos deste próximo concurso. Estou estudando e fazendo oque dá, o que tem sido minha filosofia de vida ultimamente, fazer o que consigo. Parece medíocre, mas não deixo de sonhar também, só que como sei que não vou empreender grandes esforços, conheço meus limites, então faço o que posso, o que dá, com o que tenho. Conformismo? Maybe ... Ontem fiquei sem marido e filha por umas horas. Foi estranho, acho que não sei viver sozinha, o que é uma contradição para mim, já que não me relaciono nem me comunico bem no geral com as pessoas, mas d...

O que é melhor

Better to write for yourself and have no public, than to write for the public and have no self. Cyril Connolly  Melhor escrever para si mesmo e não ter público, do que escrever para o público e não ter a si. Essa frase me confortou um pouco hoje, quando a vi no final de um episódio de Criminal Minds . Funny , assistir uma série de criminologia me distrai, ou sei lá porque eu gosto tanto dela. Fico me perguntando se ... por que.... enfim, melhor não olhar muito para o abismo, mas não é o que fazemos com a terapia. Queria que fosse. Devo procurar uma segunda opinião logo, porque o meu atual psiqui ouviu-me pouco e logo de cara me prescreveu medicines .  O que eu tenho, o que sou, à beira dos 40? Deveria me perguntar? Deveria estar plena e completa, feliz e realizada? Por que não estou? Por que acho que não estou? Por que nunca acho que estou?  Algo falta? O que? Onde? Quem? O que realmente é melhor para mim? Falei pelo story do insta sobre setembro amarelo. Sobre a perda d...

Carta à excelentíssima escritora Adélia Prado

Belo Horizonte, 06 de setembro de 2023.  Cara senhora escritora consagrada excelentíssima dona Adélia Prado, Vou fazer quarenta anos em outubro e tenho pensado muito na senhora. Se me permite, sei que aos quarenta a senhora escreveu a Carlos Drummond de Andrade sobre seu livro, ou mandou para ele o livro, certo? Eu não tenho livro. Ou tenho vários, escritos à mão. Mas já passou tanto tempo desde que escrevi aqueles cadernos que nem tenho coragem de lê-los, me parecem datados, inúteis, lixo. Mas no fundo sei que podem ser algo, por isso guardo-os todos. Recentemente montei um livro para um concurso e não ganhei a publicação, mas recebi uma proposta e publicação, abri até uma vaquinha online (para arrecadar dinheiro) porém não deu certo. Nem é tanto assim, mas não posso arcar com isso. Tem uma plataforma na internet em que podemos postar nosso livro, mas não sei.... sinto-me old school , sou das antigas: gostaria que me acontecesse algo similar ao que aconteceu à senhora, uma ajuda, ...

Estudo 1: Religiosidades e afins - ou tempos da Graça

Imagem
Há pelo menos duas linhas de pensamento nesses tempos da graça em que vivemos: 1) A primeira (ou não, pois eu que estou colocando como primeira) diz que Deus é soberano, o que significa dizer que Ele tudo criou e tudo sabe. Dentro dessa linha , não há espaço para vontade própria humana sem a intervenção/controle divinos, até mesmo quando o ser humano "decide" praticar o mal. Sentimos que somos movidos por nossa vontade, mas esse sentir é do controle divino. Portanto, não haveria o inferno como lugar de castigo para os pecadores, pois se tudo que fazemos é previsto e permitido por Ele, não teríamos a culpa de nosso próprios atos, já que estaríamos agindo conforme ele manda, fôssemos justos ou não, do bem ou do mal. O mal, no caso, seria da natureza carnal humana, imposta também por Deus, por sua soberania. A bíblia é entendida como livro histórico já toda cumprida e escrita direcionada ao povo judeu, portanto seus preceitos e leis não valem para nós nos dias de hoje. Pecado se...

Hawaii ou outras coisas

Imagem
Aloha! que tal ir para o Havaí? (coisas que passam aleatoriamente na minha cabeça. Não é aleatório, é por causa do CSI Hawaii) Marquei nova consulta com o psiquiatra. E a perícia também. Me programei para escrever aqui hoje, mas nem sei bem o que. Pouca coisa aconteceu ou mudou durante as férias de julho, consegui não viajar - esse era o plano - e agora em agosto tenho me sentido um pouco mais ansiosa, talvez pelo sentimento de dever de voltar ao trabalho, ou talvez do medo de ter que voltar, mas já sei o que vou pontuar com o médico. Ainda não posso voltar, ainda não estou "bem". Não sei quando ou se um dia estarei novamente, parece que eu mudei, parece para mim mesma que sou outra pessoa, espero que não seja uma dissociação de mim mesma. A vida está caminhando e eu enrolando, sobretudo com o meu principal objetivo, o livro. Até quando?  A estranha coisa de cuidar de casa tem até me feito bem. Não que eu tenha me tornado exímia no negócio, deixado a casa brilhando, impecáve...

Vá para a luz!

Imagem
Os poemas me faze lembrar quem sou. Como se eu tivesse demência ou alzheimer e esquecesse que escrevo, que poeto, que atuo, que canto, que sou, da minha forma bruta e reservada, artista. A Escola Veredas Infinitas está de férias e dia desses, nosso professor nos enviou pelo zap a programação da escola voltando agora em agosto. Fui procurar ler a obra do próximo encontro, o poema "O cão sem plumas". Fiquei na dúvida se é o livro ou o poema, acredito ser o livro, pois tratamos de obras. Mas li apenas o poema e, bom, apenas é bem força de expressão, porque que poema! Me despertou, de repente. Como se eu nunca tivesse lido um na vida ou como se eu fosse toda formada de poemas e tivesse me esquecido, e é isso exatamente: sou formada de poemas. De poesia.  Me aconteceu o que houve, de semelhante maneira, mas por motivo totalmente diverso, com a personagem Ema/John no filme "Face Oculta" ( Peacock , no original em inglês). Após assumir a vida de John, Ema coloca o pequeno ...

Exatamente um mês

Imagem
Diário de bordo para registro e posteridade, um dia, quem sabe. Vamos lá  Faz exatamente um mês que escrevi a última postagem aqui. Só porque percebi, mesmo. Gostaria de ler outros blogs, como eu fazia ates. Acompanhava de uma amiga, que é bipolar, o de uma moça que é borderline, o de um rapaz que criava histórias, enfim. Eu lia, eu comentava. Como vou querer que façam a mim aquilo que não dou aos outros?  Finalmente consegui ir ao psiquiatra. Na primeira marcação, no final de junho, o cartão de crédito não passou e tive que remarcar. Dessa vez, consegui ter a grana, passei. Demorou para o atendimento, mas enfim. Não falei tudo que me passava pela cabeça, que eu queria por exemplo, o resto do ano de afastamento, que por mim não trabalharia nunca mais, etc etc. Mas consegui afastamento de 40 dias (problema que pegou o período de férias de agora) e iniciei um tratamento para o que o doutor chamou de ansiedade-depressão em relatório médico.  Como no AA, estou procurando vive...