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Should I...?

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Estou tentando tanto que está sangrando: bater em ponta de faca quase todos os dias sem nenhuma proteção não é fácil. Nenhuma garantia, nenhum apoio - não de quem devia por obrigação - nenhum retorno. Peço a Deus uma luz, um outro caminho, mas não sei fazer mais nada da vida. Não que eu seja excelente professora, mas já estou nisso há tanto tempo que parece não ter volta, como um vício qualquer. Uma merda qualquer. Como se eu fosse uma qualquer. É triste, dá pra fazer uma lista das coisas ruins, mas páro e respiro, ainda estou aqui? Acho que sim. Talvez não. Tem dia que não dá vontade de lutar, de mandar ficar quieto ou largar o celular, tem dia que tudo fica ruim. Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come. E a pergunta que tem me assombrado muito ultimamente é: should I stay ou should I go? any opinion?  Coluna de quinta. Bye!

Diga não!

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As escolas estaduais estão pegando fogo! E no meio disso tudo, temos que dar um aulão, verificando em qual/is matéria/s os alunos tem mais defasagem. Todas! Todas, pois as salas estão cheias e silêncio não há. Ensino de qualidade não conseguimos oferecer por n motivos, quais sejam, salas lotadas, alunos analfabetos funcionais, falta de estrutura familiar, falta de suporte material e humano, etc etc etc. Aí de repente, vamos fazer voltar as salas fundidas e fud$#@s também. Volta professor, mexe no horário. Em meio a tudo isso, mechemos também com o horário, as salas e o psicológico dos alunos e dos professores. Vi colegas saindo chorando da escola, outros sumiram simplesmente, outros preferem pedir mudança. Acabamos por afundar alunos, aqueles que estavam por um fio, salvamos alguns, enfim. Ser professor é tarefa non grata. Mas é tarefa essencial à sociedade, para crescimento, educação, acesso, cultura, tudo. Não sei se é justo, bom ou mau para a escola concentrar todo esse tipo de tr...

Colunas

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Quando mal percebemos, surge o primeiro cabelo branco. O primeiro grito com um aluno. O primeiro choro em uma sala de aula cheia. As dores no corpo se intensificam, a dificuldade para dormir surge devido ao pensamento acelerado. O problema? estresse. Mas, engraçado. Sinto que estou em meio a uma crise - aquela dos trinta ainda - e ao mesmo tempo, me sinto segura para enfrentá-la ou, melhor ainda, para vivê-la, passar por ela. Não gosto de dizer passar por ela, pois dá-me a impressão de que vou ignorá-la para que simplesmente "passe". Então, prefiro dizer que vou vivê-la: que vão surgir os cabelos brancos, as dores, os problemas de saúde, faz parte porque estamos vivos, é preciso sentir a vida. Estou viva, e saber disso, fortalece. Engraçado, eu disse, pois nunca fui pessoa das mais positivas. Estou começando a trilhar esse positivismo mas sempre com um pé na realidade, positividade consciente. Estou desbravando muitos caminhos em mim: positividade, vegetarianismo...

PORK

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Surtou um dia. Não era mais sujeito. Surtou, dizem, mas não é como eu vejo o que aconteceu. A gota d’água foi ao sair numa sexta de manhã bem cedo para trabalhar e ver um caminhão carregado de animais parar na frente de um açougue. Viu o carregador descer com os pobres animais recém-abatidos, cortados da calda ao focinho, e entrar no açougue com os pobres carregados como qualquer carga, qualquer coisa. Estatelado com a cena, lembrou-se dos documentários que vira sobre o abate de animais, sobretudo de pobres porquinhos. Não eram animais livres, desde o nascimento eram mantidos enjaulados. Não comiam o que a natureza lhes proporcionou, era ração de engorda, alguns mau andavam por causa do rápido peso que ganhavam. Ao morrer, as piores torturas: choques, chutes, socos, tiros, sangramentos. Ah, como bacon cheira bem, não é? Ah, um torresmo, uma feijoada! Não! ... lembrou-se das reuniões em família que tinham se tornada para ele uma tortura depois que optara por ser vegetariano ...

Segredo de estado

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"You will never reach your destination if you stop and throw stones at every dog that barks." (Winston Churchill) Ultimamente, resolvi implicar com meu cabelo. Da última vez que fui a um salão cortá-lo, senti falta dele e por uns três anos, fui deixando crescer. Comprei uma tesoura e cortei uma franja lateral. E faz umas semanas que resolvi cortar mais, ele quase todo. Se eu tivesse coragem, passaria a máquina. Ou compraria uma chapinha fina, pra passar e ficar um chanel mais arrumado. Meu cabelo é osso. Eu nunca soube lidar muito bem com ele. Mas o fato de ter comprado uma tesoura e eu mesma cortá-lo pode estar me reconectando a ele e a mim mesma. E já que ele tem caído tanto, melhor cortar... O corpo sente as emoções. Alergias que voltam, pele ruim, infelicidade. Tem momentos ruins na vida que duram demais , como filmes de terror, e a gente corre pra lá, corre pra cá, mas não tem saída, é um susto a cada hora. Muita coisa morre na gente. Sei lá, é estranho. A mi...

Pior que está... ficará?

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Não sou constante, se decido no instante escrever, é isso que faço. Bom, comecemos novamente: Boa tarde! (12:21 agora). Faz tempo que não escrevo aqui. Fico dividida entre redes sociais, grupos, leituras e vídeos de novelas. Enfim. Outro dia uma amiga me perguntou porque eu não criava um blog, aí eu disse que já tinha um, e ela disse que ia acompanhar, então... caso ela venha aqui, não posso fazer feio!  A profissão, já que ela toma tanto tempo e energia de minha pessoa, devo falar dela. Desgasta, desbasta, não basta salário ou qualquer outra coisa... Tenho procurado não ficar muito bitolada com essas questões, mas me afetam: o desrespeito à profissão, não só o externo, pior ainda o interno, o que vem de alunos extremamente sem noção do que seja educação como um todo. Pra não estressar, já que hoje é sexta e já dei minhas aulas, paro por aqui. Há males que vêm pra bem (bem mais ou menos, né). O atual governo permite-nos descortinar a cara lavada e extrema ignorância de ...

Vida, tempo, poesia

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Planejamento, Educonle, extensão de carga horária, aulas todos os dias, sem folga, cinco horários: esta tem sido minha vida corrida na semana. Ah, e aí o computador resolve pifar, depois foi o celular, mas esse recuperado está. Para não deixar o dia mundial da poesia passar em branco, relembro uma de minha autoria com a qual ganhei o segundo lugar de um concurso de poesias da escola em que estudava, no ensino médio. Isso foi em 2001!!! Ganhei também um relógio que já não tenho atualmente. Falta Falta muito? Muito não sei. Falta muito? Pouco, talvez. Falta pouco? É, pode ser. Quem sabe você é louco o que posso fazer? Falta quanto? não sei, decerto ainda há pranto com você por perto. Falta canto, canto de sereia mas por enquanto ela canta na areia. Falta? Não, sobra uma imensa solidão vazio que destrói a alma numa boa escuridão palavras soltas, sem calma estilhaçam o coração. Falta muito? Falta, pra acabar a ilusão. Lembro de ter escrito esse poema em ...