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Flexibilizando

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Eu tenho medo dessa flexibilização, uma vez que não houve quarentena, isolamento ou fechamento total no nosso querido Brasil. Tenho medo da relativização das coisas, das visões de quem está no topo e quem está lá embaixo, totalmente opostas. Tenho medo de visões opostas, que deveriam olhar sempre para o meso ponto, o bem comum, a saúde. Se eu terei tratamento vip e por isso não temo o coronavírus e não temo sair por aí sem mascara para onde bem entender, deveria eu saber que há pessoas na miséria que podem morrer por causa do meu privilégio. Mas amanhã é dia das crianças, vou ao parque com a pequena. Se o excelentíssimo acha que um auxílio emergencial miserável desse é pesado para a União, deveria ter a consciência de que seu salário, cartões corporativos, verbas de gabinete e etc etc são bem mais, muito mais onerosos ao estado, à União. Deveria cortar seus auxílios, não morreria de fome. Cortar verbas e cartão corporativo , não passaria mal. Quem passa mal é quem come, quando come, fa...

Wake up

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Não estou gostando dessa nova revolução tecnológica que vivemos, obrigados a aprender e ensinar através de tela. Esse tipo de ensino é eficaz??  Eu não estou ensinando nada, só recebo tarefas. Uma revolução tecnológica na educação que mais uma vez visa - ou vai - excluir mais do que agregar, criar, juntar. O mundo cada vez mais fechado em suas caixinhas de curtir, compartilhar, publicar, visualizar, cancelar, excluir.  Eu tentei. Fis videos (ainda tento de vez em quase nunca), lives, vídeos de correção, nada. Poucas ou nenhuma visualização, nenhum comentário. Não estou viciada nem nada nessas coisas, mas já que estamos à distancia, eu preciso do feedback dos alunos, e raramente consigo. Nem pedindo! Mando mensagens no classroom e peço para comentar "ok", de mais de 300 alunos, no máximo 10 comentam.  E quem é que se importa?  nem os estagiários são muito de falar e responder na hora, sei lá o que eles arrumam. Sou só a professora chata. Céus. Virei a professora chat...

Procura-se

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Eu não dei por esta mudança, Tão simples, tão certa, tão fácil: - Em que espelho ficou perdida A minha face?   Retrato, Cecília Meireles. São 21:21 e estou ouvindo Enya e pesquisando música about aging. Aging is hard. Achei as que conheço, isto é, lembrei-me para anotá-las: O fim do ano aí está mas não parece. Sei lá.  As músicas: 7 years - Lukas Graham 18 and life - Skid Row When we were young - Adele Nas pesquisas sugeriram "Only time" da Enya, mas não acho que tem a ver com aging ...talvez tenha, mas não do jeito que procuro.  Minha filha vai completar sete anos e eu 37. A música do Graham naturalmente veio à minha cabeça por seus versos iniciais: Once I was seven years old my mama told me  go make yourself some friends or you'll be lonely once I was seven years old.. Minha mãe, 67. Eu, soon 37. Filha, 7. Time after time. Acordei rock and roll, agora Calling all angels. Coluna de quinta, bye!

Processos seletivos

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Participei de processos de seleção estranhos nessa vida. Acho que o trato humano com quem está procurando emprego e PRECISA dele - sim, porque quem se candidata e um emprego PRECISA do emprego, e não de ser humilhado -tem que melhorar e muito. Primeiro de tudo que as informações nunca são suficientemente claras, parece que há algum segredo que só os patrões podem saber, e o clima criado não te dá abertura para perguntas. Com professores, então, vixi, parece que todo mundo adota uma postura de "tá tudo bem, eu sou bom nisso, eu sei tudo, não preciso perguntar". Curso de inglês: você é enaltecido por ter formação na área, mas se vem o novinho/a que acabou de fazer intercambio, tchau vaga.... (claro, nem todo lugar é assim, MAS... cês sabem, né) Escola particular: Me deram 10 minutos para dar uma aula e não deixam usar todo o tempo. Eu pedi com muita cautela e muito sem jeito que eu pudesse saber o resultado assim que possível, pois na pública tinha que escolher cargo, para me o...

Visitas

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Todo mundo curtiu mas ninguém fez o dia de foto do perfil com um quadrado preto. As mulheres para quem mandei inbox curtiram, mas nenhuma fez, que eu tenha visto... Todos curtem o anúncio das lives que vou fazer, quando faço, ninguém vê, ou poucos vêem. É como quando recebemos visita em casa. Já me questionaram sobre isso e aquilo que faço (ou não faço) na minha casa, como você vai receber visitas? e aí eu só respondo, "que visitas?" É isso, é sobre isso. Eu só estou na ansiedade nessa quarentena por não poder sair, não por não poder encontrar fulano ou ciclano. Desde que saí de casa, desde que tive a minha filha, ninguém vem, salvo minha mãezinha - mãe é mãe né. Então eu não sinto falta ou saudade. As pessoas exigem que a gente vá, e muitas vezes a gente foi até a casa de muitos, mas não recebemos a visita de volta. Agora nesses tempos de pandemia não podemos mesmo, mas se pedir para não reparar, você vai reparar?   Vai reparar no tamanho dos cômodos da minha casa e que eu n...

A diferença

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  Que diferença faria um presidente e governantes que desburocratizassem o sistema, que tivéssemos todos um cadastro único que valesse para tudo. Pessoas que se preocupassem com o equilíbrio social e econômico do país, e não só o seu e dos seus. Que pudessem dar parte de seu alto salário para os mais necessitados e não classificassem o auxílio emergencial como dívida para o país.  Governantes que aproveitassem o tempo de pandemia para abrir prédios abandonados ou não usados para os moradores de rua, que providenciassem documentos, roupas e alimento para quem não tem, que abrissem abrigos para as mulheres e crianças em situação de risco, que providenciassem terapia gratuita e de qualidade para quem não pode pagar. Que se fizesse reforma no sistema carcerário, reforma política, reforma de valores na sociedade.Que se pensassem em conjunto nas ações. Que os professores fossem chamados a construir planos pedagógicos palpáveis e reais. Que o aluno pudesse dispor de tempo, seu própri...

You can't eat your cake and have it too

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Faz radical frio nesse meu Belo Horizonte. Terminei de assistir a nova série na Netflix, aliás, nem sei se é nova, é de 2017, mas só agora vi na Netflix e gosto particularmente de séries policiais. Algumas eu deixei de lado por estarem se tornando chats ou por muita coisa acontecendo, ou por quase nada mudando nos episódios. Duas que larguei, talvez volte a ver: Blindspot (coisa demais) e Mindhunter (coisa demais e demorada demais, ou de menos, nem sei mais, começou a ficar massante).  Parênteses: um filme excelente que vi outro dia é "A caverna". As atuações não são lá essas coisas, mas a história é bem construída, a ideia é boa, pena que acaba com a promessa de continuar. Se a intenção for realmente continuar, beleza, mas se não for, essa foi uma falha do filme. Como a série da qual eu falava no início: Manhunt: Unabomber.   Terminei de assisti-la, não sei se continua, se a Netflix ainda vai comprar os capítulos, anyway , terminou com a condenação de Ted  Kaczynsk i ...