sexta-feira, 18 de junho de 2010

vai-te, Saramago

ois.

soube hj da morte de Saramago, o que me entristeceu deveras...de sua obra, somente li mesmo "As intermitências da Morte". com as quais Saramago foi lidar agora...ela apareceu para ele, mas não se apaixonou; ou antes, apaixonou-se a tal ponto que quis levá-lo consigo.

cético, ateu, mistério...quem era Saramago? para mim, um bom escritor. suas intermitencias da morte me surpreendeu, no inicio eu struggled com aquele texto corrido, sem pontuação, sem parágrafos, sem capítuklos, corrido, corrido, tal qual la muerte... depoiis, entendendo melhor a estória, apeguei-me ao texto e li-o como deveria ser lido, corrido mesmo. Assisti Ensaio sobre a cegueira, não li o livro, que deve ser bem mais rico, apesar de que críticos (ou fora o prórpio Saramago?) dizerem que o filme fez jus à obra, captou seu espírito, manteve o clima. Parabéns, Meirelles. Parabéns, Saramago. Feliz ou infelizmente a obra de um gênio só é devidamente reconhecida no pós-morte, se bem que, no caso de saramago, ele não tem do que reclamar, como eu, por exemplo, tenho....e fica em mim essa esperança do reconhecimento, sem que eu queira mostrar meu trabalho, sem que eu me mova minimamente para publicar minhas coisas, meus poemas sobretudo. Tantos poemas desde os doze anos de idade...Desde quando será que Saramago escrevia? quando se viu escritor? A poesia o acompanhou, ou então a prosa, sempre, como a mim? Palavra, palavra, palavra...a palavra escrita e dita é perigosa...Saramago decretara folga da morte e imaginou o que aconteceria num mundo sem ela. Ela veio então explicar-lhe "pessoalmente"; ela veio mostrar seu mundo a ele. Ela veio. E assim ele vai-se. Vai-te intermitenciar-te com a morte, Saramago. Vai-te.