quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Passa, passado

eu e minha vontade do outro.... (Katy Perry - ET)
“O correr da vida embrulha tudo. Ávida é assim, esquenta e esfria, aperta e depois afrouxa, aquieta e depois desinquieta. O que ela quer da gente é coragem. O que Deus quer é ver a gente aprendendo a ser capaz de ficar alegre e amar, no meio da alegria. E ainda mais no meio da tristeza. Todo o caminho da gente é resvaloso, mas cair não prejudica demais, a gente levanta, a gente sobe, a gente volta”.

(João Guimarães Rosa em “Grande Sertão Veredas”, 1956).

Não sinto saudades, tenho vontade do futuro, de ir pra frente. Chega de remoer o passado, que não tem jeito mesmo, agora é olhar pra frente, o que ainda há de vir pode estar nas nossas mãos, podemos transformar ainda. O passado não se esquece, está sempre aqui; não quero esquecer nada, é claro, e nem é possível e nem se deve esquecer as origens, tudo. Lembro do que foi bom e do mau também, pra seguir. Se foi bom, imitar tudo; se foi mau, tentar fazer diferente, então. E é tudo tão dificil. Sinto falta de muita coisa: falta de ter uma igreja em que eu tenha o sentimento de pertença; falta de alguém que me ouça sobre tudo; falta de saber mais inglês; falta de viagens, faltas... Acho que isso é inerente ao ser humano mesmo... Sempre falta alguma coisa, mais atenção do outro, mais atenção do mundo, de tudo, de Deus.

Eu tenho a minha gata, a minha casa, o meu trabalho, os meus amigos, mas tenho também essa angústia, essa preguiça de viver e ao mesmo tempo, a vontade do novo, sendo que o novo depende em grande parte de mim. Mas fico dormindo, preguiçando, protelando, procrastinando. Aí vem o apelo do passado: devia ter juntado dinheiro desde sempre para ir ao exterior, não devia ter gastado tanto esse mês, não devia ou devia ter feito isso e aquilo e aquilo outro, blá-blá-blá... o que tá feito já era, mané.

Eu sinto é falta do futuro, do que ainda vou ter. Às vezes tenho a sensação de que estou me sabotando, atrasando o que há de vir de bom, tendo medo, como sempre. A angústia do próximo passo, de se sentir perdida e ter medo porque sabe o que vai fazer. Eu sei. Vou errar mais, mas e daí? Essa pressão da perfeição me mata. Não sei por que me sinto assim. Sempre associo tudo à vida afetiva, mas é, ela realmente me afeta muito. A sensação de se estar quase no fim é angustiante, não que eu esteja, mas estou sempre na espera da volta dEle. E essa coisa de viver na berlinda entre bem e mal me mata. Mesmo.

Sinto falta de gols do Palmeiras nesse Palmeiras e Botafogo, aos 39 do primeiro tempo. Bye*

* meu verdão ganhou do Bota por 2 a 0!! uhú! :)