terça-feira, 23 de novembro de 2010

Burra.

Tem hora que a gente encontra alguém tão certo, tão vida acadêmica, tão, tipo assim, tão normal fazer graduação, mestrado, doutorado...me sinto burra e perdida. 

Ele é mais, muito mais do que eu podia supor.

Tem horas que a gente se sente um cocô. Burra. Caí na graduação de para-quedas, sorte. Eu sempre digo que vim de baixo mas com ele, me sinto ainda mais embaixo. E com medo, medo de perder isso, de perder essa porta, essa chance, esse ele que ele é, tão tudo, tão simples, tão meu...por hora....

Não fala muito, mas sente sim, me sabe, me conhece, brinca comigo. Brincamos no carro na chuva. Brincamos de ser a gente mesmo, de fazer bobeira... brincamos tanto e amamos tanto. 

Mas eu me sinto tão menos, tão menor, tão medíocre. Eu ouço música clássica, eu estudo linguística, literatura, inglês, semãntica, mas... é como se tudo isso fosse nada, pq é nada pra ele, isto é, é uma coisa natural, nada mais que uma obrigação, enquanto que pra mim é um marco, uma vitória sem tamanho. Pra quem cresceu ouvindo funk, fumando beck por osmose, é uma grande vitória... pra quem via os ratos passando pelo quintal e até mesmo pelo telhado, o esgoto no quintal, as brigas de faca e arma dos vizinhos... gee, a great win!

Ai que medo de perder e sei que vou! eu sou menos...burra. Por isso eu choro e o céu solidário também, choro antecipado, mas tal ato não me impedirá de chorar ainda mais depois, pois me lembrarei que já previra o término. Eu fui melhor aluna na escola ...escola pública, e entao ser melhor é ser o médio, ou nem isso. Só me dei conta disso quando aki entrei, aki cheguei, aki fikei e vou ficando. 

Ele não vai pra Niterói. Ele talvez vá pra Uberaba, pra... USP!! Animei-me, rsrs...quem sabe. USP, eu quero. Eu quero não perdê-lo. Mas eu sou nada. 

É...tem hora que a gente se sente um nada e sabe que vai perder. Sabe que vai perder e ouve essas musicas melancolicas enquanto a chuva cai. A chuva cai e cai e cai.