sexta-feira, 8 de junho de 2012

Sinais II

Nini calabresa, antes de fugir :)

Quarta fui ao dentista. É no mesmo pŕedio em que ele trabalha... Fiquei naquela expectativa frustrada, como sempre. Cheguei no consultório, sentei do lado de uma menina que chamariam de especial. Ela me olhava sem parar e pôs a mão no meu braço duas vezes, talvez querendo dizer alguma coisa. Sabia falar, mas com dificuldade. Foi atendida primeiro que eu, e, ao sair, me disse tchau. Cassiana.

Minha gata reapareceu uma semana depois de sumida. Voltou estranha: mais magrela e andando estranho, com uma das patas visivelmente inchadas. Dorme muito durante o dia e está extremamente próxima de mim, carente. Tenho que levá-la ao veterinário... com que grana, se a pobrezinha até sem ração está?

Não estou em crise, mas meu corpo parece que está. Ando muito desanimada, nem tanto cansada, mas falta alguma coisa pra dar um "up". Estômago reclama, cabeça reclama, pernas e joelhos reclamam, as costas reclamam. O coração emocional, ah, esse sempre reclamou, mas ainda não posso atendê-lo, porque não depende totalmente de mim.  Estou conformada com certas coisas, chegando aos 30 sem casa ou carro ou carreira consolidada, ou segurança ou amor. Estou ainda presa na minha fase adolescente, fica daqui e dali, mas, enfim, como eu sempre digo, é o que me resta, mas ao mesmo tempo não é. Há de haver reação. Acontece que a reação pede ânimo, pede determinação, pede ação e atitude, coisas que me faltam em extremo nesse momento. terei férias em julho, e aí será quando eu porei a cabeça no lugar - espero - e verei melhor os caminhos a serem tomados. Ou não. Ou continuarei nessa de "deixa a vida me levar", atitude, ainda que passiva, que só pode prejudicar a mim mesma. 

O bom das 30 velinhas ano que vem é que estou alcançando um nível melhor de consciência de mim mesma. Sou eu, sem me comparar, ao menos tentando não me comparar. Tem uma professora que é mais nova que eu e já é professora universitária. Tem sempre gente mais nova ou da minha idade que está em melhores condições mas me comparar é me sentir pior do que normalmente já me sinto. Não quero ser perfeita. Não quero maquiagem definitiva, escova progressiva, malhar, perder barriga e culotes, fazer lipo, cirurgia plástica, botox, silicone nos lábios, nos seios, na bunda, nada, nada... a vida moderna tem umas maluquices que me assustam. 

E a vida tem uns jeitos estranhos de nos dizer que a gente vale alguma coisa... Quero mudar, mas não é físico; quero mudar, mas não é interno; quero mudar o mundo, o meu mundo. É isso. Bye.

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