quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Notícias com th...

dama da noite. This is me.

Bom, vamos lá, às notícias que talvez interessem - sempre quis que esse blog tivesse alguma utilidade, mas não sou jornalista, e só sei falar de mim mesma.

Estou em São Paulo faz uma semana e parece uma eternidade por causa de Ana Clara e Bryan Mateus (tem "th"??). Gêmeos realmente não tem nada a ver, ainda mais bivitelinos, aqueles que nascem juntos mas de óvulos diferentes. Eles são totalmente diferentes, a começar pelo sexo, um menino e uma menina. Quem saiu primeiro não sei, mas arrisco dizer que foi ela, espevitada do jeito que é... Ana Clara é clarinha mesmo, lourinha dos cabelinhos de anjo, mas olhos escuros e um tanto já maldosos aos 2 anos de idade: pula em cima do irmão, mostra língua, teima em ficar descalça e sem roupa sempre que pode, chora e grita se contrariada, adora danoninho e não divide nada com ninguém, além de arrancar brinquedos das mãos do irmãozinho. Ele, por sua vez, é bem mais quieto, enjoadinho, chora se tem fome, se suja as fraldas ou se Ana Clara lhe bate ou tira algo de suas mãos. Ele também tem os cabelinhos cacheados, porém mais escuros, olhos grandes feito o papai, meu irmão, clarinho também, gosta dos desenhos do canal Discovery kids, dança com as musiquinhas dos desenhos, pronuncia sílabas ou letras ainda sem sentido algum, enquanto Clara praticamente já fala, se expressa mais. Ponho ele no colo e ele sossega, quando está bonzinho. Ambos chamam minha mãe de mãe, Clara fala claramente a palavra, e Bryan dá a entender, tudo por motivos óbvios de problemas familiares.

Bom, tudo isso pra dizer que eles dão trabalho d+ e que ainda estou apaixonada pelo Bryan, o meu pequeno príncipe. Minha mãe tem cuidado sozinha dos dois, o que é uma grande injustiça, visto que ela ainda tem a casa também pra cuidar. E sinceramente, por toda essa experiência, não só dessa vez, mas das outras em que estive aqui cuidando dos binhos (sobrinhos), não faço questão de ter filhos. E não só por isso, mas nunca fiz questão disso, apesar de amar todos os bebês do mundo. Não resisto a um, tenho que parar e ver, saber o nome, falar com o bebê, que geralmente me olha sem entender a minha cara boba e sorridente pra eles.

Estou cansada. Não quero voltar pra São Paulo agora, talvez nunca mais. Não quero viver as brigas eternas pelos mesmos assuntos dos meus pais, não quero suportar as bobeiras do meu irmão, não quero presenciar o abandono que meus sobrinhos sofrem por seus pais já tão cedo. Não quero viver a vida de ninguém, preciso viver a minha. Já não pertenço mais a esse lar, apesar, é claro, de ser filha, irmã, tia, cunhada. Eu vim pra cá dessa vez buscar um pouco de descanso e paz, mas encontrei minha mãe cansada, meu pai tbm, meus irmãos nem aí... tudo desolação e caos. E os pequenos nisso, sem espaço pra brincar, pra aprontar o que é próprio da idade, sem saber quem realmente é mãe e pai.

Clara me chamou de mãe e acabei percebendo que qualquer membro mulher da família ela chama assim, sobretudo quando quer colo ou qualquer coisa. Nessa idade a gente parece saber mais claramente o que quer. E só agora sei que não quero e não posso voltar. Não tenho lar e é hora de construir o meu. Ano novo, vida nova diz a máxima. Mas não me ligo em anos, nem em lugares, se é par, ímpar. Todos aqui em casa nasceram em anos ímpares, exceto um de meus irmãos e os gêmeos. Que isso quer dizer? Nada. Mudei de São Paulo. Quando me perguntam se gosto de Viçosa, se pretendo ficar, respondo que sim, que já acostumei, mas pra mim tanto faz, eu não estou buscando coisas que estejam em cidades pequenas ou grandes. O que estou buscando? Sei lá. Redenção. Salvação. O caminho certo, que existe sim. E algo mais que não sei explicar.

Fiz uma lista de pedidos, sete pra ser mais exata, numa campanha da igreja: Sete bençãos que vc quer que Deus realize em 2012. Primeira coisa que pedi foi ir para o exterior. Quando as pessoas me perguntam em que formei e o que estou fazendo ainda no Brasil, me dá uma tristeza misturada com raiva tão grande que tenho vontade de sumir, fechar os olhos e me transportar para Londres ou Nova York, Califórnia, Austrália que seja. Deus me deu cabeça pra formar em inglês, me deu força pra ser teacher, mas não a grana toda pra ir pro Norte ou pro outro lado do oceano. Estive tão perto e quando penso na burocracia toda, desisto antes de tentar. Trauma.

Não sei o que desejar realmente por que sempre penso que pedir coisas pra mim é muito egoísmo, e não pedir também não é bom. Sete pedidos está bom, conforme pedia a campanha. Bom, são pedidos a Deus, e se Ele quiser, realizar-se-ão. Não vou colocar metas pra mim por que não cumpro. Eu me disse em 2010 que em 2011 eu publicaria um livro, ou ao menos o montaria pra mandá-lo a alguma editora, disse que ia montar o currículo Lattes, disse que ia ao exterior (não ir não dependeu inteiramente de mim), disse que ia fazer tanta coisa e não fiz. Portanto, o acaso vai me proteger, isto é, quando eu decido fazer algo, tenho que fazer naquela hora, naquele dia, senão não faço, não há listas de metas que me incentivem, como para escrever, hora em que preciso de uma inspiração mística para tal, advinda de coisas concretas, no entanto. This is me.

Reveillon, onde, não sei. Nos dois últimos anos fui à avenida paulista, e gostaria de ir novamente este ano principalmente pelos 120 anos da avenida. Não que eu tenha vivido por lá, mas é parte do patrimônio de São paulo, a minha cidade-mãe-adotiva. Viver perto da paulista é pra quem pode, e eu nunca pude, só passeava por lá, a avenida-cidade de todas as tribos. Devo passar o reveillon na igreja, o que é 100% essencial nesse meu momento, e é extremamente bom, e.. é o caminho certo ponto.  Não vou com meu irmão pq temos tido desavenças um tanto sérias. Veremos o que farei.

Vou encontrar meu amigo de Sampa na segunda, devemos ir ao cinema. Mais um rolo... Lido bem com minha vida financeira, família também é aquela coisa, mas vida afetiva... ôh complicação que nunca se resolve! Xá pra lá, boa tarde, bye.