sábado, 21 de julho de 2012

Aos amigos, com atraso

é nóis... e eu com essa cara estranha (nao tava bem no dia rs)

Esquecendo um pouco o buraco n'alma que novamente quer me sugar, eu lembrei do dia do amigo. Sim, foi ontem e escrevi umas mensagens para os meus. Agora há pouco, lendo um blog, me deparei com um texto sobre amigos que me fez lembrar de alguns que não estão mais por aqui, perto de mim, mas que tiveram sua significância.

Lembro de alguns nomes do meu tempo do jardimme do pré, quando eu queria amiguinhos mas nunca sabia como me aproximar ou o que fazer. Aí não fazia nada. Tinha a Verônica, a Luana, o Caio. Aí tiveram as primeiras amizades: Maria Quitéria e Anita. A Quitéria era uma moreninha falante e engraçada, se bem me lembro. E a Anita, oposto. Uma branquinha séria, quieta, que não falava por opção, exceto comigo e com sua mãe. Depois veio a Daniela, que tentou me roubar a Anita, mas não soube lidar com seu gênio peculiar e acabou levando a pior, literalmente. Daniela, filha da Janete e irmã do Guilherme. Se estiver por aí, dê um alô!

Na escola, tive amigos meninos na maioria das vezes. Ou então ficava sempre do lado dos "bullinados" rsrsrs, eu que era uma também, alta, desengonçada, tímida ao extremo. Teve o Dani na 4ª série. Ele e eu sentávamos na primeira fileira, primeiras carteiras, os nerdinhos. Tinha o Wellington, que poderia ter sido mais próximo, não fosse a nossa timidez. Eu sempre emprestava borracha pra ele. Depois teve um outro menino, no ano seguinte ou em algum outro, de quem não lembro nome, sorry. Depois teve a pré-adolescência  e eu sendo feita de boba pelos meninos, que sempre zombavam de mim enquanto eu sempre era a última a sair da sala, verificar se alguém tinha esquecido alguma coisa e entregar, geralmente pra esses meninos mesmo... Depois os meninos só foram sendo alvo das minhas ilusões e voltei a ter amigas no ensino médio: Kátia, Patrícia, Vanessa Queiróz, Vanessa do Ericsson (eu lembro, namorado com nome de celular!). tinham meninas que eu só observava e falava um oi de vez em quando: Elenice e Flávia, Daniela e Renata, Salete e Josi, Carolina, Regiane e Tenille (acho que escreve assim). Se estiverem por aí, da escola Pilar, alô!!

Teve a Noélia e a Mônica, em anos do fundamental. Amigas de fé e da escola. Eu ia na casa delas pra fazer trabalhos e até fui pra visitar algumas vezes, coisa que eu dificilmente fazia. Tinha um ruivinha no ensino médio, a Rosângela, que obviamente chamavam de grampola. Ela saiu no meu álbum de formatura :). Lembro de uma outra Rosângela baixinha que sofreu com a nossa professora na 4ª série, professora Helenice, da minha amada escola Dep. Flôres da Cunha.

Tentei entrar para o grupo das populares uma época. Não deu certo porque eu ainda era tímida demais e nem imaginava o que se fazia ao ficar com alguém, coisa que essas meninas faziam frequentemente, ou ao menos aparentavam. E teve uma época de amigos por correspondência, que colocavam endereço nessas revistas adolescentes ou em suplemenos de jornal para trocar coleções de backstreet boys, N*sync, Five, Hanson, enfim, famosos e boy bands em geral. Eu coloquei um anúncio uma vez num suplemento de jornal e aí o Leonardo me respondeu. Nos escrevemos durante uns dois anos e ele era realmente um amigo, amor-amigo pra mim, talvez. Mas aí ele parou de me escrever por um bom tempo e eu fui atrás, sabia que ele era de Guarulhos, contactei a Universidade em que ele provavelmente estava estudando, e até uma rádio de lá. Consegui o email dele, escrevi. Novidades: ele considerava aquilo tudo uma grande bobagem de adolescente e estava pra casar. Uau! De coração, Leonardo Santiago, te desejo tudo de bom!  Ainda tenho todas as cartas e inclusive a sua foto!

Depois que saí da escola, só tive conhecidos. A escola era meu espaço de convívio social, tinha também a igreja, mas nessa parecia que os grupos eram ainda mais marcados e nunca tive amigos mesmo, ao menos não o que eu considero ser um. Aí teve Viçosa e tuuuuudo mudou, mesmo. Conheci um mundo de gentes, e pessoas de outros mundos também. Agora tem amigos meninos e meninas e a vida adulta não é muito diferente de quando a gente adolesce, só complica mais. Amanda, João, Francy, Lívia, Leandro, Cynthia, Priscila M., só pra citar alguns sem esquecer outros, com todas as suas peculiaridades. 

Eu sempre achei e acho que fui e sou uma amiga meio distante, meio faltosa. Mas tenho às vezes medo de muita proximidade e esperar muito e me dar muito sem receber. Aos amigos eu deveria dar-me, e ás vezes falto à esses. E gostaria que fossem todos bem próximos, uma rua de amigos, onde cada casa seria de um, e nos veríamos todo dia. Eu sempre quero mais. E quero que todos se dêem bem, querendo também muito fazer parte disso, de alguma forma. Todo mundo quer felicidade e que todos tenhamos-na, enfim. Amém!