sexta-feira, 1 de junho de 2012

Should I stay or should I go?

Calabresinha Nini... volta neném! :(
 Darling you´ve got to let me know
Should I stay or should I go?
If you say that you are mine
I'll be here 'til the end of time
So you got to let me know
Should I stay or should I go?
(Should I stay or Should I go? - The Clash)

Tenho muitos assuntos a tratar, tanta coisa a resolver, falar... Minha grande questão filosófica atual se resume a uma frase de música: Should I stay or should I go?

Passei no concurso do Estado-MG, para BH. Agora tem a prova de titulos. Todo mundo me dá os parabéns como se isso fosse uma coisa importantíssima para a qual me dediquei inteiramente - sim é importante, mas não me dediquei inteiramente e nem estou soltando fogos agora. Perdi o entusiasmo com as coisas. Aliás, eu nunca tive muito entusiasmo. Nas poucas vezes em que senti vontade de comemorar, me reprimia um pouco. Como quando fiquei em segundo lugar no concurso de poesias que teve na minha escola de Ensino Médio. Eu estava explodindo, mas contei para minhas colegas como se fossse qualquer coisa. Vergonha de comemorar, de dar importância demasiada a algo que geralmente não se dá, etc. Tudo pra mim sempre foi vergonha e repressão... E estou em dúvida quanto a ir ou não para BH: não conheço nada lá, cidade grande - desacostumei! - conheço ninguém, enfim, tudo desconhecido, como quando vim pra cá, Viçosa, mas aí eu tive o suporte do meu tio, bem ou mal. 

Mudar ou não mudar? Falo agora não de Viçosa para BH, mas de mim para outra eu. Ser o que? Mudar de profissão? (Por enquanto não). Mudar de cidade? (bem provável?). Tudo bem, vamos ao ponto: mudar, eu, mudar? Como, por que, pra que? Se não vejo motivos, não preciso mudar, certo? Mas tem o fator externo, pelo qual sou movida: Se não recebo elogios ou críticas, pra mim está "tudo bem", dentro da normalidade, seja lá qual for. Aí vem algiém e elogia meu cabelo, ótimo. Vem alguém e diz que eu não posso ser assim e assado, ótimo. Me sinto bem e me sinto péssima. O bem-estar comigo mesma não existe, tem que ter o externo pra me dizer se estou bem ou estou mal. A única coisa que sinto que deve mudar, que sinto por mim mesma, é meu modo de lidar com os homens, ou com relacionamentos. Alguma coisa aqui dentro tem que dizer basta e ficar ainda mais na solidão, ainda que doa, pelo menos até eu decidir qual a nova abordagem a ser utilizada. Mas todo esse processo se dá de forma natural, eu creio; muda-se com o tempo, esse fator que me dá nos nervos, porque demora e porque corre, alternadamente. O que eu preciso mudar, exatamente? 

Minha gatinha sumiu, e quero-a de volta. Apesar do nome ser Calabresa, eu chamava-a de Nini. É uma gata estranha: tem medo de altura, não atende pelo som com que se chama os gatos nem pelo nome, acorda de madrugada para brincar no escuro com tudo o que vê, adora lamber os meus calcanhares e o meu nariz. Volta, Nini!! Volta, Ro!! Volta entusiasmo! Volta vida! E aquela coisa-de-todo-mês me deixando cada vez pior.... Bye.


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