quarta-feira, 25 de abril de 2012

A fase dos por quês


c'es la vie, la vie en rose, mon amour.

Como entender os caminhos que tomam a vida de uma pessoa? Por que isso, por que aquilo? Por que ele não gosta de mim, por que só eu me apaixonei, por que o céu é azul? Perguntamos por que desde a mais tenra idade, inclusive há uma fase infantil denominada "fase dos por quês". Tudo a criança pergunta por que, talvez por ter descoberto a palavra, nem bem sabendo o que pergunta ou mesmo por que pergunta, ironicamente. Eu vivo essa fase às vezes. Não saio perguntando nada, mas me questiono e a Deus, e não acho resposta. Parece que esse vazio de resposta, esse sopro de vento silencioso ao invés de explicações é Ele dizendo que é assim mesmo, e ponto. "No mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo", disse Jesus. É... por que que a gente não se importa com o sentimento alheio quando não estamos na mesma sintonia? Acho que já me respondi... e por que é tão difícil aceitar que o outro não nos quer, simplesmente? Dói a rejeição, eu que o diga, eu que sei...

Bom, não vamos nos lamentar. Sinto vontade de escrever pra ele, mandar emails, dizer que ainda tô nessa, apesar de ele estar em outra. Sinto vontade de sair desse emaranhado com o outro, de não me envolver mais com o terceiro, nem conhecer um quarto ou dar espaço para um quinto. Vontade de não ser mais o nada que sou, de ser assumida, andar de mãos dadas por aí, mudar status nas redes sociais, brigar e reconciliar, ligar todo dia, fazer e receber um cafuné, dormir agarrado nesse frio, tomar banho junto, deitar junto e fazer amor olhando nos olhos, sem medo, sem vergonha, sem pressa, sem dia seguinte e compromissos vários. Vontade de escrever, de publicar o link deste blog e não ter medo de trasnparecer o que sou nessas linhas. Vontade de não me achar tão falsa ou tão feia ou tão pecadora ou tão idiota assim. Vontade de ter muita grana e poder permannecer numa casa sólida e minha, e poder também viajar o mundo, mas voltar pro Brasil, para essa casa, esse canto meu. 

Não consigo manter amizades  com eles, não é possível, e não entendem porque... quanta frieza... gostaria de ter essa frieza toda, pode até parecer que tenho, mas lá no fundo eu só sei sangrar. Mas vou trabalhar como todo dia, vou imaginar que ele está aqui e ali, vou vê-lo inevitavelmente nos meus sonhos e pesadelos e devaneios. Vou embora, um dia supera-se. mas um ultimo por que: Por que não conseguimos enxergar além do momento de dor presente? 

Bye...

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