quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Como água para chocolate


Meu livro chegou hoje, isto é, peguei-o hoje e saí lendo pela rua. Não quis lê-lo todo, na minha sede de entrar no mundo da literatura - ou da ilusão - mas devorei o primeiro capítulo com voracidade: li este livro na minha infancia-adolescência, quando meu pai nos levava nos fins de semana para a biblioteca. Eu sempre escolhia os livros pela capa, se tivesse um desenho legal, e pelo título e este, Como água para chocolate, me interessou sobretudo pelo desenho da capa. este exemplar que comprei agora é capa dura, sem desenho. Quando eu o li, não entendi bulhufas, como se diz, por isso resolvi comprá-lo agora e continuo sem entender um termo ou outro, mas sempre absorvendo a estória. Tem até um filme, pelo que andei pesquisando.

Cada capítulo tem o nome de um mês e de uma receita. O primeiro é Janeiro, Tortas de Natal. Choro, lágrimas, nascimento, família, cozinha. Amor. Meu romantismo exacerbado e minha sede de estórias de amor não se cura... Falando nisso, passei raiva com um affair hoje: procuro desesperadamente um lugar pra morar, ele está me ajudando, mas me deixou hoje esperando uma hora e foi o suficiente para eu fechar a cara total e nem olhar direito o lugar que ele me mostrou: uma pequena casinha, área de serviço, cozinha, banheiro e quarto, sem net e longe do centro, os principais problemas. Gostei e não gostei ao mesmo tempo. Amanhã, novo lugar, dessa vez um quarto de república no centro. Não aguento mais, queria simplesmente mudar, ter um lugar pra onde ir longe desse quarto de alojamento dividido entre 5 pessoas, até 6 às vezes... está se tornando intolerável.

Tranquei matrícula e não posso mais comer no RU nem no MU, só pagando de visitante... Tenho vinculo, mas não posso fazer nada por aki. Ótimo. Preciso ir, mesmo, mesmo, mesmo.

Vontade de comer meu livro todo, e vontade de ler também Água para Elefante e ver o filme e ...retomar os sabores de antes, os aromas, as delícias e simplicidade da infância e adolescência, ainda que distantes estejam. Mas é como diz o livro, a propósito, da autora Laura Esquivel:

"Tita tinha o maior prazer com esta parte, já que enquanto o recheio descansa é muito agradável se deliciar com o cheiro desprendido, pois os odores tem a característica de reproduzir tempos passados junto com sons e odores nunca igualados no presente. Tita gostava de fazer uma grande inalação e viajar junto com a fumaça e o cheiro tão peculiar que percebia nos meandros de sua memória. 
Em vão tentava evocar a primeira vez que sentiu o cheiro de uma destas tortas, porque talvez tenha sido antes de nascer."

Tem músicas e lugares e pessoas que conheci talvez antes de nascer... e essa minha sede é de achar tudo isso. Mas tudo que me é bom está espalhado em pessoas e lugares, e nada se concentra numa pessoa só... boa desculpa para arrumar affairs, isn't it? rs... espero T semana que vem. Bye.