sexta-feira, 6 de maio de 2011

No more I love yous...


Há mais coisas importantes a se pensar no que vida afetiva. mas por que pensamos nela quase que 24horas por dia? Digo nós, mulheres - não sei como é com eles. Parece que a vida afetiva nops afeta de tal maneira que, enquanto não encontramos um ... aquele um, não sossegamos. E não sossegamos tampouco ao encontrá-lo - ele pode não ser totalmente nosso, pode ter outra(s), pode não querer por querer demais, pode ter medo, pode... tanta coisa!E a gente costuma sofrer tanto!! Mas ainda não me conformo que possamos dar tal importância a isso, ao fato de encontrar uma pessoa com quem dividir a vida, os sonhos, tudo - queremos tudo. Eu não encontro explicação, e me incluo no meio das que pensam nisso 24 horas por dia. A mim parece que os homens não querem partilhar a vida conosco, parecem prezar demais sua própria liberdade, e por isso muitos aparecem quando querem, falam o que querem (às vezes pra agradar, às vezes pra ferir mesmo), dizem que sentem saudades, demonstram ciúmes, mas se nós demonstramos que sentimos alguma coisa, fogem, desconversam, inventam coisas bobas, sei lá. Por que?

Bom, o assunto descambou porque eu sempre tenho um pé, talvez os dois, atrás com esses seres. Bem, voltemos. Pq pensamos em encontrar um ser desses que geralmente - claro que há exceções para as afortunadas - geralmente, repito, não nos valorizam, endeusam a mamãe e repetem o velho refrão "não quero me envolver"?? Pq queremos tanto nos realizar nessa área de nossa vida se eles geralmente, GERALMENTE, estão na rota contrária? E pq algumas de nós demoram tanto pra se realizar nisso?

Não há respostas, simplesmente não há. Cada caso, um caso. Mas a pergunta geral que me moveu, da qual me desvio toda hora, é: pq ocupamos nosso pensamento com isso por tanto tempo, pq pensamos nele... ah, isso me angustia. me angustia principalmente pq eu imaginava que já aos 18 eu estaria namorando pra casar (18 pra mim estava longe na época) , que aos 20 eu estaria feliz ao lado de alguém... a felicidade a gente sempre relaciona aos relacionamentos com eles. Bom, pelo menos eu acabo relacionando. Terminei minha graduação, trabalho, me mantenho, mas sempre tem aquele vazio que só é preenchido, ainda que parcialmente ou temporariamente, quando estamos numa festa e ficamos com alguém, quando estamos num segundo encontro, quando sentimos, ainda que falsamente, que a coisa vai - e não vai, por fim. Bom, nessas entrelinhas estão as minhas (boas e más) experiências. Não se pode falar sem estar carregado de suas experiências, influências, histórico, opiniões formadas... e já formei uma opinião bastante drástica e fatalista a respeito da minha própria vida afetiva; mas isso não vem ao caso, isto é, prefiro me manter in silence. Acho que estou tentando imitá-los: me manter distante, não falar... mas isso não dá certo pq nascer homem ou mulher já determina muita coisa, inclusive como se vê o mundo, como se deve agir nele, qual o seu papel.

Acho que fiquei assim pensativa pq hoje fui á minha consulta semanal com o psicólogo e ele sempre toca nessa questão: o que eu quero da vida, pq procurei ajuda psicológica? Eu não sei. O que eu quero é o que todas queremos: um amor. E publicar um livro de poesias. E ir para o exterior. E acabar com essa sensação de que estou sempre a espera da vida, à espera de viver. na verdade, espero algo maior do que tudo que já vivi; deve ser alguma sensação normal e inerente a todo ser humano. Espero parar de querer quem não me quer. espero não me entregar tão fácil, porque aprendi, de forma ruim talvez, que não se pode confiar nas pessoas, nos homens, sobretudo quando se trata de relacionamento. Eu queria falar tudo, mas nem com o psicólogo consigo. Sabe, sentar e falar tudo que me aconteceu desde o fatidico mês de março de 2008; desde que vim para Viçosa, desde que subi naquele ônibus para Viçosa, viajando pela prima vez sozinha. Desde que, passando por tantas experiências, a maior parte delas bem frustrantes, percebi que não há alguém pra mim. Prefiro pensar assim pra talvez ter a surpresa de ter esse alguém, e caso realmente não tenha, eu já sabia. Eu não sabia que seria assim e tudo isso me feriu muito desde então. E dói tanto ainda que eu já estou com os olhos cheios d'água aqui... não consigo lidar bem com isso nem tocar no assunto, talvez por isso eu nem comento nada com o psicologo. Rejeição dói. No more I love yous. Gud naiti.

Sexta...

Bobeira é não viver a realidade...

e eu ainda tenho uma tarde inteira   

(Malandragem - Cássia Eller)

vou dormir muito hoje!! bju bye.