quinta-feira, 4 de abril de 2013

Mix de textos escritos aleatoriamente


Estes textos escrevi para reflexões de teacher, ainda experimentando como criar páginas/postagens. Agora, acho que consegui, então reuni alguns deles em uma só postagem. pretendo fazer separadamente de agora em diante.

Feb 17th, 2013



Ontem ocorreu o I Encontro do Projeto de Educação Continuada para Professores de Língua Inglesa e foi muito bom, um espaço para reflexão so re a prática docente é sempre bem-vindo. O tema da palestra que ocorreu foi o tempo. Segundo a professora Rosely Perez Xavier, existem dois tipos de tempo, o Cronos, que diz respeito ao cumprimento de tarefas, carga horária, etc, compromisso do professor com sua tarefa burocrática como funcionário, e o tempo Aion, que é relacionado ao tempo na sala de aula, o decorrer da aula, o andamento da mesma, se há pausas e por que, enfim, o tempo reflexivo. Várias professoras do projeto se apresentaram e falaram sobre como o projeto as encoraja a prosseguir reflexivamente, ainda que haja a necessidade de se adequar ao Cronos. Foram depoimentos pessoais e sinceros, emocionantes e quase confissões. Ser professor é muito. 

Pensamos lá em nossa prática, o que fazemos, como fazemos. A professora Rosely mostrou algumas pesquisas dela, e na segunda parte do encontro, à tarde, promoveu uma oficina em que utilizamos nossos próprios livros didáticos de inglês, fazendo atividades de adaptação. adaptamos, modificamos exercícios de acordo com a necessidade que sentimos de cada aluno. Mas as impressões que temos são sempre verdadeiras? E se errarmos? Rosely argumentou que não há problema em errar, o que importa é a tentativa, pois estamos sempre em formação, portanto, sujeitos a erros. 

Ano que vem o grupo que se formou no projeto, com professoras das cidades vizinhas e daqui de Viçosa também, comemora dez anos de existência. Iniciativas desse tipo estão previstas em lei, mas são poucas e mal entendidas. Não se trata de remediação de lacunas que porventura ocorreram na graduação, mas sim um refletir contínuo sobre a prática em sala de aula, uma formação que continua sempre. O bom profissional procura se atualizar, ler, enfim, continuar sempre aprendendo, mas algumas vezes carecemos de direcionamento e a educação continuada encarrega-se de dar essa luz no fim do túnel. Creio que a oferta de projetos desse tipo devam ser iniciativa do governo em parceria com as universidades, o que não acontece. E na universidade essa inicitaiva se dá ainda mais pela necessidade de fomentar a pesquisa, e atender professores atuantes torna-se já projeto de pesquisa. Questiono sim se há interesse real pelas pessoas nisso, mas, mesmo que não haja, há pessoas envolvidas, portanto, relações emocionais que se extendem para além da sala de aula, do projeto. Relações que ficaram estampadas nos rostos das professoras - sofressoras, muitas vezes - que se abriram na apresentação de si mesmas e de seu trabalho.

Um coffee end fechou o evento. Enfrentar a slaa de aula é um prazer e uma obrigação nem sempre prazerosa. Um simples salgadinho com suco em um momento de discutir a sala de aula fora dela já é de grande ajuda. Somos gente, acima de tudo. Temos fome de que?

Feb 15th, 2013

Preconceito Linguístico

Marcos Bagno escreveu um post, acho que o primeiro, em um blog produzido por ele a pedido do ministério da educação. Aqui tem o post, interessantíssimo, por sinal. Outro dia mesmo eu estava fuçando coisas antigas e vi que já li muito Bagno durante a graduação.

Amanhã acontece o I Encontro do Projeto de Educação Continuada para Professores de Língua Inglesa, do qual participarei. A Educação continuada é essencial, pena que não é assim tão acessível, muitas universidades a disponibilizam com dias e horários restritos, porém fazem a sua parte porque tal curso deveria ser oferecido pelo governo. Ah sim, o nosso governo sempre capenga!

Também teremos por aqui, na UFV, o II Encontro com os Clássicos da Literatura, em março. Brevemente, mais notícias por aqui. :)


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Sobre LA

Por conta de estudar para o mestrado, comecei a ler textos sobre o trabalho com textos na escola. Mais uma vez bate-se na tecla de "deixa a gramática pra lá", mas dessa vez não totalmente pra lá, pois escolhas lexicais de diferentes categorias gramaticais são importantes. Nessa visão, a gramática serve para a análise de textos, como parte integrante de tal, e não como foco. O texto a que me refiro, aliás, o livro, é de Irandé Antunes, Análise de Textos - fundamentos e práticas. Os textos nele contidos começam a ficar um tanto chatos mais para o final, dada a repetição e insistência da autora em enfatizar que o texto deve ser o centro do ensino de línguas, tanto estrangeira quanto materna. texto aqi entendido como qualquer enunciado significativo de comunicação, se é que posso "traduzir" assim. Lembrei-me de algumas professoras de português e inglês dos tempos de escola. Sim, trabalhavam com textos até variados, mas a gramática, a classificação de palavras, frases e períodos eram o centro. Não se deve culpar o professor por isso, mas ele é culpado assim que recebe tais esclarecimentos. Daria o livro a essas minhas professoras, se na época eu tivesse tal entendimento das coisas. Tenho tentado seguir algumas dicas em sala de aula. No início sempre é difícil, mas vale a pena tentar, por um ensino melhor. Lido com alunos de escola pública em um cursinho de inglês e inovação é o que os alunos pedem.

Outro texto que li, altamente libertador, foi o de Moita Lopes, Da Aplicação de Linguística à Linguística Aplicada Indisciplinar, em que o autor fala dos campos da linguística aplicada que, sendo relacionada a vários tais como História, geografia, Filosifa, Sociologia, torna-se Indisciplinar, atuando num mundo em que a linguagem passou a ser um elemento crucial ... uma área mestiça e nômade, nas palavras do autor. Eu estava mais acostumada à LA atrelada ao ensino de línguas somente, como estudo sobre tudo que concerne à línguas, o que é essencial nela, mas não é só isso. O texto encontra-se no livro Linguística Aplicada - um caminho com diferentes acessos e vale muito a pena ler, pra quem for da área ou curioso.

Apesar da minha não aprovação, valeu a pena, êh, êh, como diz a música. :)