sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Livros, moda, eu, Ele, ele


"... porque depois do erro daqueles que negam a Deus, (...) não há nenhum outro que afaste tanto os espíritos fracos do reto caminho da virtude como aquele que reside em supor a alma dos animais como sendo da mesma natureza que a nossa e tirar disso a conclusão de que nada temos a temer nem a esperar após esta vida (...) a nossa é de natureza completamente independente do corpo e não está, por iss
o, sujeita a morrer com ele; pois que, não vendo outras causas que a destruam, somos induzidos, evidentemente, a crer que ela é imortal". (DESCARTES, Discurso sobre o método).

Sou leiga no assunto mas, se um dos grandes filósofos da antiguidade provou pela razão, pelo pensamento lógico que Deus existe, porque grande parte dos atuais diz que não?? Bom dia! :)

Postei isso aí no face hoje. Comecei o dia lendo um livro do tipo "yes, you can!" e depois fui continuar lendo esse maravilhoso pensador que é o Descartes. Inúmeras vezes me indaguei como alguém consegue não acreditar em Deus ou, ao menos, em algo mais, algo superior e fora do nosso humano entendimento; que se consiga acreditar que tudo veio simplesmente de um big-bang, que somos reles animais evoluídos, enfim, tudo fora do meu universo de crença desde criança, por isso não consigo alcançar a lógica de tal pensamento. Aí encontrei apoio no "Discurso sobre o método", um compêndio de pensamentos de descartes sobre a natureza do homem, dos animais, da alma humana... Leitura é bom quando se faz assim, devagar e sempre, sem muito compromisso de ter que resenhar, resumir, fichar, etc etc, mas com o sempre compromisso de chegar ao fim da estória, à conclusão do pensamento. Garrei (gíria mineira) mesmo foi na leitura de "Crime e castigo" de Dostoiévski. É um livro denso, intenso, confuso, não sei se minha dificuldade reside na leitura ser virtual ou na desconfiança de que a tradução tenha escorregado um pouco. Muitas partes são totalemnte chatas, diálogos enormes, pensamentos loucos do persona principal, loucos e extremamente detalhistas, enfim, tudo isso deve ser de propósito, ou talvez Dostoiévski tenha decidido escrever um livro de mais de 500 páginas, aí foi inventando coisas... mas quem sou eu pra falar, mera escritora amadora, mas amadora por não ter ISBN ainda, um sonho...



Sapatos... achei a foto de um ma-ra-vi-lho-so, mas o salto não me ajuda. Ditadura da moda, diriam, mas a moda pra mim nunca foi ditadura, acho que só o é para as modelos que não são puro osso de nascimento, aí sim deve ser bem árduo se adequar a manequim 36, pé 34, fazer cara deblassé, e ganhar milhões pra andar numa passarela, simplesmente pra isso. Eu visto 42, pé 38, não gosto muito de estampas ou coisas coloridas, preto e branco com jeans é o que há pra mim, fico me sentindo meio não-eu se colocar cor demais. Essência do meu ser. Nisso, lembro do que li na revista Ultimato, editora viçosence: que o ser humano tem que simplesmente suportar a dor, ou antes as dores de sua condição humana. O apóstolo Paulo tinha um "espinho na carne" do qual Deus não o livrou, e pelo qual o apóstolo entendeu que viria seu crescimento espiritual e dependência desejável dEle, o Altíssimo. Parece injusto. Talvez seja isso que as modelos fazem, se sacrificam, mas nem é um sacrifício tão grandioso assim, visto que é pelo bem material. Talvez por isso a fé seja difícil de encarar, de aceitar, bem como nossa origem divina, divina por provir dEle. Talvez por isso seja difícil se abrir, admitir coisas, quebrar tabus, se render, se doar pra Ele. estou longe de estar totalmente entregue, mas minha fé permanece inabalável, graças à Ele. Escorregando e caindo, e levantando, mas sempre com fé. Não sei, sempre tive necessidade de Deus, e sei que na alma de cada um de nós está essa vontade, ainda que preenchida por outras coisas. 


Só sei que estou nessa assim, lendo aqui, planejando ali. Tudo pronto, segunda-feira devo fazer a inscrição no mestrado. É deixar rolar os dados. Na verdade, deixar nas mãos dEle. Sei que a oração dirigida a Ele, sincera, surte efeito. Amém. E as tardes de sexta com amor também :)