quarta-feira, 5 de junho de 2013

They count on me


Estou com planos de mudança de carreira, mas, a cada turma nova que começo, os alunos "me prendem". Me elogiam, dizem que sou boa professora, vou indo, vou ficando. Acredito, mas sempre acho que poderia ser melhor, saber mais. Já estou sentindo a necessidade de uma reciclagem no inglês, ou mesmo no português, sei lá. A gente nunca aprende tudo, mas com inglês é ainda mais difícil, como saber se tal palavra ou expressão é dita assim ou assado nos EUA, que é grande como o Brasil e com certeza tem seus regionalismos, ou na Inglaterra, ou em tantos outros países que tem inglês como oficial language? Difícil ter certezas quando não se vive a língua diariamente. Estamos aqui, tão distantes e no entanto tendo contato tão de perto com essa bela e odiada língua inglesa. A maioria das pessoas quer aprender para fins práticos: emprego, currículo, intercâmbio; poucos são os que querem aprender por gosto, tipo eu, sonhadores. Talvez por isso eu ainda não tenha ido para lá. Quando perguntam se eu já fui abroad e a resposta até hoje ainda é negativa, a reação é de surpresa. Não sei se porque meu inglês é bom, se é mais ou menos, ou se simplesmente é estranho que uma pessoa que ensina inglês nunca tenha ido a um país que fala essa língua. Bom, sempre que alguém vai pro lado de lá... me dá um aperto, quando será minha vez? É extremamente necessário pra mim enquanto teacher, mas, como eu disse que estou mudando de ramo... ainda assim, faz parte do meu sonho pessoal de saber inglês, todas as nuances, tudo, saber, saber tanto que pudesse tirar as legendas de tudo - ainda não o faço - e nem olhar as traduções das músicas - sempre confiro, comparo. 
O estranho disso tudo é que aqui na Universidade... os agrônomos tem mais chances de ir pro exterior do que eu, do que os licenciados em letras. Licenciados em inglês e nem todos podem, em muitos sentidos.  Acho o fim. 
Meu trabalho é responsabilidade demais. Eles esperam, eles estão me esperando, o que posso trazer, como vai ser a próxima aula, enfim... they count on me. Meu outro trabalho é caro, escasso, desprezado até, revisão e tradução, mas é pra ele que tenho me voltado, sem querer largar as aulas de inglês. Vamos ver como vou fazer. God bless me and so my students, amem.