domingo, 19 de dezembro de 2010

Pieguices II

Sim, eu disse antes que nada é o fim, mas em relacionamentos, é sim. Mais um q podia ter sido algo finalizou-se pra mim. Formatura, aí vou eu sem par!! good night. 

Pieguices


Acho-me extremamente piegas hj. Axei um texto no yahoo de Chico Sá sobre o sono da pessoa amada... texto bobo, mas axei lindo ao mesmo tempo, lindo pra quem ama, e eu, feliz ou infelizmente (ainda) amo. E o que sei eu, eterna solteira, sobre amor? Não se sabe sobre amor até amar. E você decide amar ou não. Eu decidi desde sempre amar. As vezes calhou de ser, outras vezes nao. Mas nunca calhou de ter a mesma sintonia com o outro. estive sempre em AM, acho... eles sempre em FM.

Estou muito sensivel e já me enraiveci hj com uma certa situação pela qual passo. talvez eu seja meio cafa, e culpo minhas desilusões anteriores por isso. O mundo é deles. Se eu me ponho em lugares masculinos, caio do cavalo; eles, nunca, sempre invictus. Bom filme, a propósito.

Chega o fim do ano e eu quero me agarrar a 2010 como se 2011 fosse um precipício. Tudo tem gosto de despedida, e 2011 parece ter começado agora em dezembro pra mim. Tudo se despede, me deixa pra trás; sei que ainda estarei nessa cidade ano que vem, mas já não será a mesma coisa. Ou será? Solicitei reativação de matrícula; sim, amarelei, e resolvi fazer complementação do curso. Na verdade, não que tenha amarelado, mas comecei a fazer umas contas e vi que vai ficar apertado pra eu pagar aluguel. Tenho que aguardar o resultado. Na pior das hipóteses, São Paulo me espera.

E me agarro a 2010, sobretudo ao inicio dele: agarro-me as festas á fantasia, as noites nos bares, as festas em geral, aos pseudo-amores que a vida me dá. Incrível como sou: aceito o pouco pra não encarar o nada. E me agarro a lembranças infimas, e milesimos de segundos, unidades de tempo quase que imperceptíveis, só pra dizer que vivi um quase-amor...sempre um quase, um pseudo, um...quase nada. estou cheia dos ex-futuros nadas.

Falando em pseudo, não ganhei o concurso de contos da UFF. Escrevi um pseudo-conto que, a primeira vista, me apareceu uma obra-prima. Analisando melhor, posteriormente, vi que era tudo pseudo, um tanto artificial. Pois é. Poesia é o meu lugar.

E ninguém que comprou uma de minhas rifas foi agraciado com qualquer dos prêmios. Eu ainda fikei com muitos numeros e nem pra mim saiu. Tava ate imaginnado o que faria se ganhasse um carro: venderia provavelmente, já que não sei dirigir. 

O sonho da universidade se concretiza. E o que eu temia, acontece: ainda questiono se valeu a pena. Sofri tanto, coisas que ninguém jamais soube, coisas que ninguém jamais entenderá. Fiquei sozinha a maior parte do tempo, mas isso é normal. Não que não tenha amigos, mas eu, ostracista, jamais recorria a eles nas muitas noites e dias que precisava falar. Pensava, talvez erroneamente, que não me entenderiam ou mesmo ouviriam sem dar pitaco. Muitas vezes quis só ser ouvida, porque muitas vezes só ouvi.

Nada é o fim. E a minha vida se complica: sempre o financeiro me atrapalhando. Paasei muito aperto com o rifão da formatura, praticamente paguei tudo. E tudo pra minha digníssima familia pensar se vai vir ou não! quase choro de raiva... Ninguém jamais moveu uma palha pra me dar uma festa de 15 anos, ou de 18, ou por ter passado no vestibular; e eu aqui me matando pra ganhar convites pra todo mundo vir na festa mais esperada da minha vida, a minha formatura. Porque se o casamento não vir, já tive a minha festa... sim, tem muita coisa mal resolvida entre os meus, mas deixa...nao acredito que tudo se resolverá, mas a gente vai vivendo, vai tocando como dá...

Nada é o fim, e os meios que usei não tiveram o amor como fim, ou a graduação. Tiveram por alvo, por fim, eu mesam como objetivo: estou sempre a procura de um lugar, e a espera de um momento pra ser eu, pre ser eu mesma. Quem sou eu? eu não me conheço. Acho que por isso me coloquei numa situação arriscada no incio de meu querido 2010, em fevereiro, carnaval em casa: eu queria me testar, queria saber quem eu era, queria saber o que faria, como reagiria. Por pouco não me dei muito mal, mas aprendi com isso que sou meio covarde ainda, e minha atitude não foi de me arriscar, e sim de pura ingenuidade diante da vida.

Minha mãe perdeu um bebê antes de mim e outro depois. Eu venci, cá estou, a despeito de sua preferência por um garoto, já que já tinha minha irmã. Mas viemos nós duas e depois os dois garotos. Atualmente sou a uníca solteira (vulgo encalhada) e provavelmente primeira e única graduada. Ai, vou parar com esses assuntos familiares, pois estou extremamente sensível hoje. Piegas mesmo. Porque "quem ama platonicamente enxerga o rosto da pessoa amada em todos na rua. Não é loucura. É só o desejo de um encontro repentino", diz meu último serenata de amor. Boa noite-tarde.