domingo, 27 de fevereiro de 2011

Me ama, você? sei...

amor,
eu preciso de casa, de carro, de você sobretudo
eu preciso de carinho, de colo, de beijos, de ser chorona e reclamona...ser eu sobretudo
eu preciso ficar na minha, ficar sozinha, sabendo que você me espera, está ali
eu preciso das minhas músicas
das minhas ecleticidades
rock, samba, pop, clássica, francês e inglês e português
eu preciso das minhas tristezas e depressões
e preciso saber, sobretudo
que você sabe quem eu sou e aceita
o cabelo bagunçado quando acordo
o mau hálito
o mau humor
a falta de palavras ditas
só meus olhares-resposta
meus risos sem sal
e meus lábios de mel
eu preciso ainda dizer que não tenho amigos
e que minha vida é ruim
é assim que sou, apesar da não-verdade de minhas equivocadas palavras

eu preciso acreditar que nada dará certo
que você nao tá nem aí pra mim
porque é assim que vejo tudo com meu olhar desbastado e podre
não deseje só minha melhor parte
porque a pior é muito maior.
me ama, você? conta outra...

Noites vãs


As noites se vão
e todas as minhas cores falham
eu as tinha
eu as via
e elas me viam

sinceramente
as noites se vão
e as cores parecem falhar
as folhas
as bolhas nos meus dedos

as bolhas de sabão de um tempo
que jamais começou em minha vida
as bolhas dos calos dos dedos
e o futuro vão
vivo no presente,
vivo o passado

as noites se vão vãs
eu ainda não confio total
é preciso que eu dessaiba coisas
e tenha mais veneno pra tudo
mansa cordeira
viva serpente

eu não vivo, amor
e você não me ouve
quando eu me mostro reclamação e medo
você só quer
quando eu me mostro sorrisos e entrega

entrega de uma parte sagrada de mim
que há muito profanei
profanastes junto a mim
o meu sagrado
sim. Não. Há. Eu.