sábado, 11 de junho de 2016

Dois lados

Minha avó Lídia (in memorian) e minha pequena Lídia. parecem-se?

Ontem a pequena mexeu com água sanitária e pronto, acidente doméstico, engoliu um pouco e outro tanto espirrou em seu olho direito quando ela soltou bruscamente o frasco no chão. Daí, lágrimas e esfregação do olho sem parar, choro contínuo, corri ao posto médico e lavaram o olhinho dela com soro fisiológico, recomendando que eu fizesse o mesmo em casa, e que observasse caso alguma reação acontecesse. A notícia se espalhou e, ao invés de as pessoas virem perguntar como ela estava, já ouvi acusações: ah, mas você não pode deixar assim fácil pra ela pegar! Como se eu tivesse deixado de propósito lá. Essas coisas enchem o saco. Da mãe ninguém lembra, só no dia das mães e pra acusar, xingar. Tudo está nas costas da mãe, tudo depende dela e tudo se volta contra ela por qualquer deslize. Erramos sim, sempre, mas precisamos de apoio, não de dedos julgadores. Assim como as mulheres no geral...A humanidade é desumana, será que ainda temos chance? Sim, minha única resposta é Deus. Fazemos tanto mal uns aos outros, aos animais e até a nós mesmos que dá vontade de sair... de onde? descer da Terra? Infelizmente isso é impossível. sair do Brasil? Adianta? Por um lado sim, talvez. Por outro...

Maus tratos aos animais que comemos, dos quais consumimos o couro, a pele, as penas...
maus tratos aos idosos,
aos moradores de rua
às crianças,
às mulheres,
tortura, mortes, violência, terrorismo...

Não existe saída humana pra nada... o ser humano já esgotou suas fontes de respostas racionais, não dá mais. Se não olharmos para o alto, pereceremos. Essa é uma certeza que vem se confirmando a cada dia. Nossas motivações - pra tudo - são egoístas. Por isso é tão difícil fazer o bem, e quando fazemos ainda assim podemos ser egoístas.  

O negócio é tocar em frente da melhor forma que conseguirmos. Boa noite!