quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

On the other side


Tenho tido problemas com sono, não falta de, muito pelo contrário, excesso. Na minha análise pseudo-psiquiátrica-psicológica quiçá pedagógica, parece que me ocorre uma sublimação da vida no seu todo: enquanto sou completamente morta e sem nenhum sinal de entusiasmo para absolutamente nada, por outro lado meu corpo reage me dando excessos de coisas ruins: medo, ansiedade, apego ao passado, lembranças que nunca se apagam, preguiça, sono, cansaço, alergia ao calor, erupções cutâneas por conta disso, dores, fome, esta última justamente quando je ne pais d'argent e ainda me proponho a emagrecer, me exercitar, blá-blá-blá... balela, nunca cumpro.

O que mais me está intrigando é o excesso de sono. Hoje mesmo estava lá na monitoria e ele veio e me pegou de jeito. Baixei a cabeça por sobre os braços na mesa e dormi, mesmo. Percebi uma movimentação do lado de fora da sala e despertei. Um pessoal usou a sala, com a minha permissão, ao contrário da professora que roubou a sala que estava reservada para a monitoria hoje. Pareceu que eu havia acordado naquele exato momento, quando o pessoal entrou. Uma sensação estranha, como se eu tivesse dormido há horas. Uma estagnação muito forte, que compreendo ser minha distimia se reinventando, renovando-se, ficando mais perigosa, talvez... A incapacidade de sentir prazer ou relaxar é bem característica minha, e tem se tornado um hábito. Uma droga. Padeço. Invejo Maria Helena de Moura Neves.

On the other hand, procuro fazer um esforço que para mim é sobrehumano: o de não ter maus pensamentos, pensamentos que não me deixem tão pra baixo, relacionados a auto-estima, afetividade, futuro e Deus.  Os esforços pequenos do dia-a-dia me vencem: ligar pra um amigo e desabafar, chamar para tomar um shake, ligar pra família... Nada. Ligo pro amor, que de vez em quando me compreende. Ou não.

À beira dos trinta, tento lembrar como foi minha primeira década de vida. Assim que o fizer, postarei. Até Outubro, minha vida estará contada aqui, sem mínimos detalhes, claro, mas estará.  E se eu passar no mestrado, coisa que tem grande perigo de acontecer, terei um segundo blog voltado para minhas experiências em sala de aula, que têm me preocupado deveras. Queria que o outro não me preocupasse tanto, mas disse Jesus para amarmos ao próximo como a nós mesmos... será que é por isso que ... esquece. Bye :)