segunda-feira, 28 de julho de 2014

Sábado de Aleluia


Casamos. A aliança no dedo me incomoda, não porque me sinto presa ou que seja novidade, simplesmente porque coça, faz tempo que abri mão de anéis - meu acessório favorito - por conta da minha pele sensível demais. A aliança não é prata nem ouro, logo vai escurecer. Já estávamos casados há um ano, outro dia me dei conta. Quando as coisas vão acontecendo assim, sem muito alarde, quase que naturalmente, parece que perde a "graça"; não sei, falta um quê de novidade no ar. Nada mais soa como novo pra mim, mas estou realmente e extremamente feliz porque essa área conturbada da minha vida se resolveu. Sim, se resolveu, aliás, nós resolvemos unir forças e fazer acontecer, fazer valer até o fim: fidelidade e companheirismo até o fim. Somos um casal de papagaios.

A decisão do casamento, da fidelidade, do "até o fim" sempre esteve comigo, é uma decisão de vida, que me foi ensinada desde sempre. Não tem a ver com paixão, com a beleza, com status; é demonstração de amor próprio e amor pelo próximo, meu próximo agora mais importante, meu marido.

Meu marido. Isso sim é novidade, soa estranho, soa diferente, quase surreal. Como vim parar nessa vida de agora? Foram vários passos e decisões, foram coisas acontecendo, foi sobretudo Deus no nosso caminho. É clichê dizer isso, mas reforço que não foi e nem é fácil, só que temos a decisão de nos unir, continuar. Somos irmãos além de amantes, e nosso casamento deve refletir nosso estilo de vida, espelhando o amor de Deus, a fidelidade à Ele. 

Minha filha foi quem sofreu um bocado no dia do casório, passando e colos estranhos, querendo mamar e dormir sem poder, tadinha. A cerimônia foi linda, fiquei nervosa, chorei, ele estava tenso, a bebê chorando ali, vendo a gente. Agora ela está bem, ainda se acostumando a se separar de mim alguns dias. Estou trabalhando mais e ela sentindo a ausência, conhecendo aos poucos a mamadeira e convivendo mais com papinhas, frutas e o papai. Família... amo a minha e estou cuidando, estamos cuidando sempre com muita ajuda de Deus e do vovô de perto. Não mudei de nome, mas ainda assim, agora, sou senhora e nem posso mais reclamar.

Aliança, marido, senhora: vida nova, de novo! :)