domingo, 25 de setembro de 2011

Amor.


É assim que se torna um ser qualquer de repente
com alguma astúcia e projeção
não tenho medo do contrário do não
porque é assim que pode ser
coisa boa...

nada do que foi não será de novo
porque tudo tende a se repetir, amor
e eu, tola, ainda acredito em você

esse sentir forte que não me deixa
e não me vem também
esse sentimento de desdén
que em você todo me contém

essa coisa doida que é uma grande sandice
que independe de você e mim
que não tá nem aí
se você é bom, meu ou não

é assim que eu me torno mulher
no entorno de uma paixão qualquer que me toma
paixão repentina por tudo e por mim, sobretudo
é paixão que vale, porque vale amar ainda

não quero ser fria, muito menos sumir como você faz
não quero ser vazia, vadia, só e tola
quero o completo sentir dessa loucura
mas quero o teu sentir também aqui

e é assim que eu sou, eu só vou
assim escrevendo a torto e a direito
as linhas, apesar de não visíveis, existem
e deve ter um hífen aí também

porque tudo o que eu ouço é música certa pro momento
e as palavras saem de mim sem controle
tal qual esse sentir louco que não controlo
que temo e choro
que é sim. Amor.

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