sexta-feira, 26 de abril de 2013

Teologia, com Felipe Neto


Não sei há quanto tempo a ideia de Deus me acompanha. Diria desde que nasci, mas ultimamente tenho refletido muito e chegado à conclusão de que nascemos nada: nenhuma crença, orientação, profissão, inquietação, etc, mas acredito na pré-disposição a certas coisas, a certos comportamentos e doenças, por exemplo. Sendo assim, e sendo de família evangélica-cristã, nasci predisposta a crer nEle, e assim o fiz desde ... não sei precisar, mas desde bem cedo, talvez não tão consciente como agora, mas com a mesma convicção. 

Tenho a ideia judaico-cristã de Deus. Yaveh, Jeová. God, Dío, Dios. Não, nenhuma energia cósmica informe, mas uma pessoa, aliás, três pessoas em um Deus, como um candelabro de três pontas, ou mesmo o tridente que é tradicionalmente usado pelo poder oposto, o diabo. Dizem que cremos em Deus pela forte necessidade de explicar a criação do universo, sanar nossa solidão galáctica, enfim. Mas essa necessidade imensa, que sinto, é exatamente o que me prova que Ele está lá, olhando do alto, e aqui também, me vendo de perto. Também não é aquela ideia de que tudo é Deus, meu gato, a árvore, as pessoas, não. Ele está em tudo, criou tudo, está em nós se o permitimos. Permissão é a palavra chave nos dias de hoje, nos dias de sempre. sendo um Deus pessoal, Ele quer relacionar-se conosco, ser nosso amigo, estar perto, porque Ele nos criou também pra sanar um pouco a Sua Solidão, talvez. Então, se deixamos, Ele vem e age. Se o que tem fome pede, Ele dá. É por isso que tem tanta miséria ainda nesse mundo: o mundo é dEle, mas Ele mesmo estabeleceu o livre-arbítrio, portanto, não pode ir contra isso, por mais que queira interferir não o faz se não o chamamos. Acontece que as pessoas querem que Ele venha, dê tudo de bom e suma, sem exigir nada em troca. Queremos viver do nosso jeito e, quando precisar, Ele vem, abençoa, depois vai embora, como se fosse um parente distante que vem só visitar. Ele quer ficar, mas é Deus, é puro, perfeito e não pode se aproximar de nós, visto que somos todos errados e pecadores. TODOS. Através de Jesus, agora, isso é possível: Jesus derramou seu sangue para isso. Pra mim é tudo tão evidente que não dá pra entender como as pessoas acham que Jesus foi ninguém - a história está dividida em antes e depois dele!!! - e simplesmente descartam a ideia de Deus ou a têm a seu bel-prazer. 

Fiquei pensando em tudo isso quando assisti o vídeo do Felipe Neto aí em cima. Assisti, ri, concordei e discordei dele. Ele é humanista, como a maioria de hoje o é. Entendi perfeitamente seu ponto de vista e concordo no ponto da hipocrisia de todos nós. TODOS. No entanto, creio que, se achamos algo errado, sobretudo em nós mesmos, temos que corrigir. Ponto. Se eu me acho errada sendo adúltera, vou parar com isso. Se eu me acho errado sendo gay, vou parar com isso. Se eu me acho errado sendo pedófilo, vou parar com isso. Dirão que estou misturando as coisas, sim, a grosso modo, no quesito "pecados". Agora a filosofia hoje é ser feliz, mas tem gente que se sente feliz matando, fazendo mal aos outros, humilhando, ridicularizando. Sim, a pessoa é de fato feliz daquele jeito, ou ao menos momentaneamente. O conceito de felicidade é muito abstrato, impessoal. meu sobrinho se sente feliz mordendo e batendo nas pessoas, mas ele pode fazer isso, ainda que seja autista? Não, os pais o corrigem.  Na verdade, poder, ele pode. Podemos tudo, mas até atos bons tem consequências ruins, e vice-versa também. Não sei. Prefiro me abster de dar pitaco tal qual faz o Felipe Neto porque desteto causar polêmicas, detesto discussões, argues e brigas. 

Quando eu não perdôo alguém, estou pecando. Quando eu rio do colega da escola, estou pecando. Quando julgo o jeito de alguém falar, andar, se vestir, estou igualmente pecando. Portanto, a lista do apóstolo Paulo engloba todos nós, isto é, TODOS nós, como pecadores originais, estamos condenados e só somos salvos através de Jesus, ponto. Taí uma coisa que nascemos todos, pecadores. Mea crença, mea culpa. bye.