terça-feira, 11 de setembro de 2012

Declaração da minha idiotisse, ou eternamente in


11 de setembro... dia trágico
todos os meus dias se tornaram pequenas tragédias
uma lágrima daqui, uma tristeza dali
é assim
sem razão de ser
e com toda razão do mundo...

Não quero mais ver os rostos iluminados das pessoas felizes
das pessoas que tem pessoas que as fazem felizes
a despeito da minha infelicidade por eles,
por ele...

Não quero mais viver na terra do nunca,
fingindo que não existe lá fora,
fingindo que tá tudo bem
sendo uma professora tão bacana
sendo uma mulher destruída por dentro.

Me destruo e tudo me destrói.
A cada sorriso dele. A cada segundo de vida que tenho.
A cada hora que imagino que estão felizes juntos. 
A cada passo que dou e de longe o vejo.
Morro mais um pouquinho. Morro tão lentamente que preciso acabar com isso... mas é preciso deixar a minha maior qualidade... preguiça. Não.

Das pequenas conquistas pessoais, tiro as tragédias,
experiências, covardias e mistérios que nunca acabam
minha eterna pergunta há de ser respondida
ainda que na eternidade: por quê??

A cada passo que dou, respiração ofegante, tenho medo de respirar
tenho medo do que vai vir e do que já foi
medo de descobrir que estava errada o tempo todo
medo de estar completamente certa
medo de ser tão desengonçada quanto penso
e medo de ser extremamente linda...
Tudo é medo, que dói. Choro. Eu choro todos os dias sem saber por que...

Minto. Sei bem por que. Mas tenho medo das razões serem tolas demais,
muito infantis, muito idiotas, ridículas e viajadas
como ele rotulou.
Vontade ainda de que ele precise de mim, utopia.
É, estou na terra do nunca, vou vivendo na ilusão
sem conseguir jamais me libertar
são dois anos, e nada...
eu ainda choro todos os dias
por ele.

Medo tão grande de que ele seja completamente feliz
e eu eternamente in. Ele já é, sem mim.
Eu já sou, sem ele.
Ah vontade de me vingar, de me matar, de matá-lo, de matá-la...
vontade de ir presa pra que eu me livre de mim mesma
e livre a sociedade do meu mau
porque me tornei tão egoistamente má que nem sei
tanto quanto ele se tornou egoisticamente feliz...
e tudo dói muito mais em mim, pode crer.

Vontade de só um abraço, meu Deus, só um abraço
um carinho, um beijo
um olhar, um sorriso e um te amo. Nunca, nunca, por que?
por que?
Ôh medo da resposta, mas busco por ela como Descartes a verdade
busco, incessante
busco tanto na minha covardia que tenho medo de entrar pela porta
entrar mesmo
mas estou sempre à espreita,  à espera, na frestinha da porta, olhando tudo
não vendo nada... me vender, me vendar, qual será a bola da vez?

É ainda a bola oval de futebol americano.