domingo, 8 de agosto de 2010

Fathers' Day

dei esse livro a meu pai ano passado

Meu pai me disse que é coisa do comércio e que era pra eu não lembrar. realmente não lembrei. E quando lembrei, não pude ligar ou enviar email, já que meus pais passam longe de internet. E tudo que escreverei aki talvez depois eu mande pra ele por carta mesmo. Eu sempre adorei escrever cartas, tinha amigos correspondentes...
meu pai também, sempre escreveu...desconfio que seja um poeta enrustido. Escreveu um texto maravilhoso sobre mim quando eu tinha cinco anos, sobre o quanto se preocupava comigo, em me dar uma vida melhor...acho que ele nunca soube que eu sempre fuçava os escritos dele e principalmente esse texto, que me fazia chorar...eu passei muitas privações de brinquedo, passeios, coisa que uma criança anseia...mas tive uma excelente educação. Criada em casa, certinha, pra casar...na verdade, nem tanto, pq minha mãe preferia q eu fosse menino quando me esperava...mas o menino dela veio depois, isto é, os meninos.

acho que sou meio menino. Sou meu pai versão feminina, como diz minha irmã. Sou sim, em termos de personalidade e fisicamente também, muito mais de personalidade. Akelas pessoas tristes, deprimidas, que sentem o pesar do mundo e não tem muita reação frente aos embates da vida...eu e papi, assim mesmo. Pontos fortes? meu pai tem uma inteligencia incrivel, que poderia ter aproveitado melhor, bem melhor...mas ele abriu mão de muita coisa e casou muito novo, em 1981, aos 21 anos; ia fazer 22 no mês seguinte, enquanto minha mãe contabilizava seus 28!! (nisso me assemelho à mamis rsrs...). Mamis já tinha minha irmã (ou seja, ela é minha meia irmã) com seis anos de idade. E meu pai foi lá encarar tudo isso...depois ele seguiu a cabeça de uma prima de São Paulo e cismou de ir pra lá. Até então estávamos em Petrópolis, minha linda cidade natal. Meu pai ficou em sampa sozinho por uns dois meses e só Deus sabe o que aprontou por lá...depois a gente foi. Já tinhamos meu irmão. E o caçula também nasceu em Petrópolis: minha mãe fez que nem akeles peixes que voltam ao lugar de origem para desovar. Foi pssar o final da gravidez em Petrópolis e lá meu irmão mais novo - pai tbm, agora aos dezenove anos!!! - nasceu, mas logo retornaos e ele é um autêntico paulista.
Meu pai sempre trabalhou, mas não era do tipo de trabalhar muuuuuito pra sustentar a familia; trabalhava o que achava que devia. Sempre foi assim, aparentemente tranquilo. Nunca ou poucas vezes levantou a mão pra mim. Mas desconfio que ele tenha esse mesmo turbilhão de sei-lá-o-quê que carrego também dentro de mim....ideias, sonhos, projetos, mudanças que nunca se concretizam...meu pai procurava construir uma familia pra não ser tão só quanto fora antes; entretanto, diz nao ter adiantado, pois sempre se sentiu só; meus pais casaram-se por motivos equivocados. E minha mãe prefere ( e acho que até torce) que eu fique solteira.
Meu pai é uma pessoa triste, assim como eu, não sei bem e que sentido somos tristes. Sorrimos, rimos, até gargalhamos...mas a essência é triste. Ele nunca conseguiu extirpar essa tristeza, essa dor do peito...eu queria poder fazer algo, pelo tanto que ele já me deu...eu devo muuuito ao meu pai. Meu pai. E agradeço ao meu outro Pai por este pai aki da terra.  Eu sou ele (tinha que ser um homem a origem de tanta dor que tenho rsrsrs brincadeira....). Valeu, pai! espero que tenha tido um dia bom, porque eu fui à igreja e orei por vc, orei mesmo. Bye.

Circulos de revolta

bon giorno!

Me perguntaram o nome do meu blog, e eu disse que era bobo. Porque é mesmo, My life is brilliant, hehe. Acontece que sou apaixonada pelo filme "E se fosse verdade?" (Just like heaven) e a música "You're beautiful", do James Blunt, faz parte da trilha sonora. Eis a letra:

My life is brilliant
my love is pure
I saw an angel
of that I'm sure
she smiled me on the subway
she was with another man
but I won't lose no sleep on that
'cause I've got a plan
chorus:
You're beautiful - 3x
it's true
I saw your face
in a crowded place
and I don't know what to do
'cause I'll never be with you

yeah, she caught my eye
as we walked on by
she could see from my face that I was flying high
and I don't think that I'l see her again but
we sared a moment that will last 'till the end

(back to chorus)

tem uma ultima partizinha que eu nao to lembrando, mas não importa; a primeira linha é My life is brilliant, e eu uso essa frase como nome do meu blog com um pouco de ironia...quem conhece minha história, sabe que num tem nada de brilhante...a não ser o fato de eu estar aki, numa federal...isso me faz lembrar o filme Uma mente brilhante...a mente do cara era tão brilhante que ele vivia fatos que estavam somente na cabeça dele...no fim das contas, nada do que ele pensou ter acontecido realmente aconteceu. Já pensou? tenho medo disso, de verdade, de estarmos vivendo em Matrix...

Essa coisa de nome é engraçada...meu pai escolheu o meu e de meu irmão antes mesmo de se casar. As vezes acho meu nome bonito d+ pra mim; pior são as rimas: boneca, peteca, sapeca, meleca, etc. afff...
Os nomes as vezes casam com as pessoas, as vezes não...creio que tive um bom casamento; amo tanto o meu nome que tenho a estranha mania de escrevê-lo constantemente onde quer que tenha um papel ao alcance de minha mão. Escrevo-o de várias formas, abreviado, só o primeiro, com os sobrenomes, etc...

Hm...acho que a minha alienação chegou..."preciso me alienar" foi a frase que coloquei no orkut. Virei alien, como quando eu cheguei em Viçosa, em 2006, em plena frio gelado de maio, e ainda morava na casa de um tio que aqui reside...eu me sentia bastante presa lá na casa dele e não sabia nada de nada sobre a universidade, as festas, Viçosa, o mundo acadêmico. Ingenuamente entrei nele e, agora, um tempo bom depois, chega ao final dessa jornada, com muitas reclamações a fazer, muito que agradecer, muitas dores e cicatrizes não visiveis na pele, mas à flor da alma, talvez. Coisas que batem e ficam aki, guardadas...muito aprendizado e crenças que me guiarão daki pra frente, pra bem ou pra mal. Eu ainda to "pobre e fuleira", eu não sou mais eu de quando cheguei, com medo e vontade. Ainda tenho medo e vontades, mas vontades mudaram...não digo sonhos, porque é muito romântico e eu já não sou romântica, digo vontades. A única coisa que me atrevo a chamar de sonho que tinha foi muito abalado, quase que destruído; mas de certa forma permanece...ver a futilidade com que se tratam os relacionamentos por aki me entristeceu num primeiro momento; quanto isso começou a acontecer comigo, me abalou profundamente; e por fim, eu quase que já não acredito no...(ai pq tenho q falar disso?!) amor.Minha mente me sabota  forçando as lembranças do que ja vivi de bom mas não quero lembrar pq acabo pensando na pessoa, justificando-a, perdoando-a. Isso não é justo. E vem a minha revolta....

sim, meus textos estão andando em círculos de revolta...é o que infelizmente ganhei depois de cinco acadêmicos anos. É o sentimento que certamente me manterá viva doravante. (estou escrevendo certinho pra treinar pra monografia rs).

eu tive um pouco de amor ontem. Eu reencontrei o que um dia despontou como possibilidade...mas eu ja disse, talvez não consiga me abrir como antes, e não quero mergulhar de cabeça, posso ter um traumatismo ao bater no fundo raso da piscina...novamente, meus textos ndando em círculos, perdão. Páro dramaticamente por aki. E agradeço qualquer comentário, preciso saber que tem gente que me vê, me lê, como quando escrevi o texto "um pouco de revolta" e várias pessoas, pessoalmente, me cumprimentaram, dizendo ter lido. "até eu me revoltei!" foi o comentario geral. Que bom, muito bom....mas eh preciso partir para a ação, amigos. É preciso ação e menos falazada...as vezes eu lato muito e não mordo. Acho que é hora de morder. Bye.