sábado, 16 de março de 2013

Petrópolis

Eu lá em 2011. Ao fundo, a Catedral de São Pedro, belíssima

Petrópolis lembra as minhas avós (in memorian, ambas). Íamos todos, geralmente no final do ano ou quando dava, visitá-las: às vezes as duas, às vezes uma só. Lembro que uma época minha avó materna morava numa casa no meio de um escadão, e de lá dava pra ver uma grande montanha com uma grande pedra em cima, como se estivesse solta. Minha mãe me dizia qualquer coisa sobre aquela pedra cair e eu ficava horas olhando-a e imaginando se ela nos atingiria, se rolaria, se um dia ia mesmo cair e como. Tinha medo, mas excitação diante do fato, ao mesmo tempo. Minha avó não tinha paciência conosco, ao passo que minha mãe era toda amor, ainda o é. 

Minha outra avó era toda doce, alegre. Dava sempre uma risadinha gostosa de ouvir, deixava a gente livre, enfim. Contou-me uma história triste de como foi se casamento (arranjado), mas vivia rindo, orando, sempre falando de Deus de modo apaixonado. 

Petrópolis me lembra que eu tinha uma bola dos ursinhos carinhosos que deixei rolar morro abaixo um dia; que eu tinha uma elefoa de pano que minha avó materna transformou em travesseiro jamais usado, o que me trouxe grande sofrimento; que fiz a primeira série lá, não chegando a concluir; que grande parte da família de meu pai está lá; que eu nasci lá e quando lá vou, parece minha casa, parece que é meu lugar-futuro, pra onde devo voltar. Parabéns Petrópolis. Deixa eu postar antes que acabe seu dia de 168 anos, 16/03/2013. 

Bye.