terça-feira, 24 de agosto de 2010

Esperando na janela-porão

Estou na maior espera improdutiva já vivida...
é TPM,
parei de monografar
parei de pensar
parei assim, de repente, de viver
me sinto base-anestesiada...

noites de porão...boa noite.
Bye.

Educação: a gente vê por aki?


Mais uma aula de EDU 144, mais dscussões sobre reforma educacional, globalização, Estado, economia capitalista, etc. É muito dificil ser educador, professor nos dias de hoje. Como não procurar o próprio conforto, e como só procurar o próprio conforto? A sociedade, o governo demanda mão de obra em detrimento de uma educação reflexiva e crítica. A dita democratização do ensino ou da escola abriu mais as portas, mas por outro lado, gerou um sucateamento da educação, fragmentação do conhecimento, uniformização do conhecimento, que não atende as reais necessidades do individuo, e sim da demanda capitalista, nova ordem economica global. Dai também vem o que lemos num dos textos para essaa aula, o chamado 4º mundo, delineado por um nova geografia da exclusão social: fazem parte desse mundo as pessoas sem-teto, marginalizadas, encarceradas, prostituídas, criminalizadas, doentes e analfabetas (citação).

Pois eh, o que fazer? caindo numa escola pública, com o tempo, esquecemos de nosso foco e nossas ideias inovadoras, pois sozinhos nao temos força contra o sistema que se impõe. Não teremos tambem tempo para pensar no que fazer, como mudar: precisaremos trabalhar dia e noite para nos manter minimamente. Colocaremos nossos filhos nas escolas particulares, já que o estado delega a responsabilidade de educação de qualidade à iniciativa privada. E assim, querendo ou não, fechamos o círculo. Perdemos o fio da meada. Se vc não marcar a ponta do durex, não consegue achar depois. A gente acaba não marcando, com o tempo. Mas como não se conformar? e como se conformar? as duas posições tem implicações positivas e negativas. A escolha acaba sendo individual, pois pensamos no que é melhor pra gente. Abraçar ou não essa causa? Por que? 

Num dos textos mesmo, o autor diz que é dificil, nesse contexto atual, acharmos uma proposta que vá solucionar mesmo as coisas, e não excluir. Tudo tem seu lado bom e mau. Mas por que não procurar mais um pouco a ponta do durex, o fio da meada, tentar puxar, ver no que vai dar? Talvez não mudemos nada, mas já é um começo essa conscientização de que a coisa não tá nada boa. Eskeci um pouco de minhas dores e amores para falar disso. Acho que essas aulas, com toda a chatice e falta de pratica típicas, valem a pena ser comentadas, porque vale a pena fazer alguma coisa por uma causa, a causa, a meu ver, bem subjetivamente falando, que é crucial na construção do humano, qual seja, a educação (gastei, hein! rs...). A reflexão já é uma boa mudança. Tudo começa no campo das ideias. E, como vimos na aula de inglês ontem, sem discussões mais profundas a respeito, Education gives access to power through words. Bye.