segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Angústia




Mas a salvação dos justos vem do Senhor; ele é a sua fortaleza no tempo da angústia.


Ontem mesmo conversávamos sobre os mais pobres da família. Incrivelmente, o pai dele e os meus pais sãos os mais pobres de cada família e nós também. Se bem que dos meus irmãos, estamos todos no mesmo barco e às vezes acho que não vou muito além do que já consegui. Engraçado, parece que certas pessoas simplesmente não andam sem empurrão de todas as espécies e sempre serão o primo pobre da família. Isso é frustrante...
Às vésperas de tirar férias - enfim, meu Pai! - me sinto desértica. Essa semana vai ser punk, até sexta-feira, quando um alívio deve se dar, assim seja. 
Ao contrário do que pensei, não tem ninguém na minha cola me dizendo que gravidez é assim e assim e assado, tampouco me dando conselhos. Novamente, me sinto desértica, ilhada. Sinto falta da minha mãe pra perguntar coisas como: eu demorei muito para nascer? doeu muito? em quanto tempo vc saiu da maternidade comigo? eu era do tipo chorona ou mais quieta? a amamentação foi de boa ou teve algum problema? Eu podia perguntar isso a outra pessoa, mas como a genética manda, pode ser que minha bebê seja parecida comigo e/ou com o pai nesses aspectos. Minha mãe abriu mão do trabalho pra cuidar de mim e dos meus irmãos, o que não acho que foi uma opção muito inteligente, já que nunca pertencemos ao grupo dos que tem esse privilégio da escolha. Mas enfim ela o fez... eu não sei o que fazer sobre isso. Não quero parar de trabalhar, de ser independente. Ao mesmo tempo deixar um bebê com quem quer que seja me incomoda. COM QUEM QUER QUE SEJA.
Férias, logo após licença maternidade... e ano que vem, mudar pra BH? É, ainda é dúvida, visto que, novamente, passei no concurso de lá mas não dentro das vagas, pelo contrário, beeeeeeeeeeeem aquém das vagas... Oh céus, será que eu nunca vou passar pra assumir realmente o cargo? Nessa "brincadeira" de concurso, é R$50 daqui, R$120 dali, o governo só embolsando. Perdi o concurso de literatura, que me daria 50.000 e reconhecimento. Perdi o semestre letivo na UFV. Perdi a chance de ir pro exterior, mas isso faz tempo. Perdi muita chance de ter falado e fiquei calada e até hoje, não importa quanto tempo passe e em que situação, fico imaginando o que teria acontecido se eu tivesse dito isso ou aquilo outro... Mas não disse, ponto. Céus, ainda penso por que... angústia. 
O desânimo é quase que incontrolável. Penso que rumo profissional posso tomar, tenho ideias mas nenhum capital e nenhuma ideia de como e por onde começar. E essa desertidão, secura de poesia, não escrevo há meses, só os textos daqui. A minha vida própria de repente ficou pra trás... É preciso não me deixar abater ao ponto da depressão, mas ela nunca mais voltou, graças ao Pai. Tudo está nas mãos dEle. Amém, bye.