terça-feira, 19 de julho de 2011

Parado no tempo

fique bem aí
parado no meu tempo
agora
como antes
como talvez depois
e só, somente agora
fique bem aí
parado no meu tempo
sinta minha presença
a tua é elipse,
entrelinha subentendida...

















da série "poemas gramaticais"... to be continued...

Noite


É estranho estar sozinha aqui essa hora e sentir alguém, ouvir passos que não existem e tremores que não acontecem: medo. Estou só e temo. Ele não veio e temo. Eu sinto falta dos beijos, do jeito, de tudo... sinto falta do calor em meio aos lençóis, do amor que não se fez, de tudo que não foi, mesmo assim, sinto tanta falta...

De repente sinto que tenho que fazer coisas estranhas pra matar a saudade e a ansiedade de te ver: começo a ficar acordada até tarde e acordo cedo pra caminhar e correr, mesmo com a perna doendo tanto... Finjo que estou bem sem celular, mas sinto vontade de enfiar a mão no bolso pra ver as horas nele, que já não têm... leio em voz alta o livro que baixei, todo em inglês, só por ter meu nome, Rebecca, da Daphne Du Maurier, que eu nem sei quem foi... formato um livro-guia de sonhos que me foi passado, reviso, arrumo, etc etc... penso no que fazer hoje e amnhã e tomo uma decisão drástica, desligamento da UFV, mas repenso e tranco a matricula, só isso. Ainda tenho vinculo...

Penso nos seis meses pela frente, que serão só trabalho: vai compensar, vou ganhar mais e juntar dinheiro, tento me convencer... deixo todas as luzes acesas e estremeço diante da ideia de ir deitar e apagar tudo e ver vultos na escuridão, pois não há ninguém, estou sozinha. Ouço musicas e mais adoeço, estremeço. Mas o sono eh grande e pode me trazer você. Vou me deitar. bju...

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