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Mostrando postagens de Outubro, 2014

Cartas

Essas areias que me sujam os pés, Esse é o meu chão mais uma vez, Há muitas luas nessa ilha tão só,...

Uma carta - LSJack
Outro dia achei duas cartas, datadas, acho, do mesmo ano, 2006, a saber, ano que aqui em Viçosa cheguei. Uma amigável e a outra nem um pouco. Ambas falando do meu "mau" comportamento. Oito anos depois, ainda conservo esse tal "mau" comportamento que eu nem sei em que consiste. Piso tanto em ovos pra falar com as pessoas e, no final, algumas vezes, raríssimas, respiro aliviada porque não era nada de tudo aquilo que eu pensava. Mas na maior parte das vezes, me assusto com o que o meu "mau comportamento" acarreta. Sério mesmo, não sei. A vida inteira pisei em ovos, me retraí, me retive, ainda continuo fazendo isso. Não sei se por altruísmo ou egoísmo. Tremo ao escrever. Me dá medo perder. Aí depois eu me consolo dizendo que era pra ser assim mesmo. Não luto, só pelo pão de cada dia que está extremamente caro. Timidez, traço que jamais virou…

Niver e mais coisas que eu sei

Eu ia escrever qualquer coisa aqui no dia 20 que passou, meu aniversário. Eu gosto de comemorar, não necessariamente com festa, mas com algo que simbolize o dia. Mas não foi um dia tão memorável esse ano. As contas, a rotina, a relação consomem tudo que pode ser especial. Enfim, fiz 31 anos. Eu adoro aquele episódio do Chaves em que Seu Madruga faz aniversário. Ele está se sentindo um pouco estranho, porque todos lhe perguntam se ele se sente mal. Aí então começa a desconfiar que está prestes a morrer e o Chaves tenta ajudá-lo, mas entende tudo errado. No final, tudo era uma armação pra uma festa surpresa. Bom, eu sempre fico, lá no fundo, com essa expectativa da surpresa, mas na maior parte das vezes ela se frustra. A única coisa de diferente que me aconteceu no dia foi ter começado a lecionar numa escola pública. Uhú, enfim realizei uma vontade antiga e estou gostando, ainda que seja só por um mês. Cheguei num ponto bom da vida, gostaria que continuasse assim, aulas de inglês e de …

Mais um poesário de aniversia

O medo mora perto das ideias loucas
O dia acaba.
De todo esse tempo
nem que fosse
e foi
só por um momento
eu vivi.

Ah, sim, como me arrependo!!
Das muitas pedras chutadas
que me machucaram o pé
e o coração

Da minha mão, tantas vezes estendida
e rejeitada
mal-amada

Ah, sim, agora está bom...
sem falar nos pormenores
ou tocar nas dores maiores
me contento
sem culpas
com dó menor.

Ah, sim!
Não tenho mais dó de mim.

1983 - 2014 e continua! Bye :)


Palíndromo

SOCORRAM-ME, SUBI NO ÔNIBUS EM MARROCOS

E por aí vai a vida... sofrida.
Sou Frida.
Só a Frida se dá bem.
Eu não.

Bye.

:(