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Cartas


Essas areias que me sujam os pés,
Esse é o meu chão mais uma vez,
Há muitas luas nessa ilha tão só,...


Uma carta - LSJack

Outro dia achei duas cartas, datadas, acho, do mesmo ano, 2006, a saber, ano que aqui em Viçosa cheguei. Uma amigável e a outra nem um pouco. Ambas falando do meu "mau" comportamento. Oito anos depois, ainda conservo esse tal "mau" comportamento que eu nem sei em que consiste. Piso tanto em ovos pra falar com as pessoas e, no final, algumas vezes, raríssimas, respiro aliviada porque não era nada de tudo aquilo que eu pensava. Mas na maior parte das vezes, me assusto com o que o meu "mau comportamento" acarreta. Sério mesmo, não sei. A vida inteira pisei em ovos, me retraí, me retive, ainda continuo fazendo isso. Não sei se por altruísmo ou egoísmo. Tremo ao escrever. Me dá medo perder. Aí depois eu me consolo dizendo que era pra ser assim mesmo. Não luto, só pelo pão de cada dia que está extremamente caro. Timidez, traço que jamais virou traçado em mim, fica pra sempre. Não há cura pra personalidade, ponto. Mas também não há obrigação de ninguém me aceitar ou gostar, ponto. 

Enquanto isso, vem o dia 12, pra eu lembrar como minha vida ganhou uma nova cor, uma cor amarela-sol, porque não sei explicar, mas penso nela como amarelo-sol, até escrevi um poema onde digo, em inglês, que tenho minha flor amarela comigo agora. Minha baby, minha Lídia. Ah, seja diferente menina! A cada vez que dizem que ela é a minha cara, olho bem pra ela e desejo que seja somente no plano físico, amém! 

Bye. 

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