terça-feira, 27 de março de 2012

Memories


"All the crazy shit I did tonight
those will be the best memories..."
(Memories - David Guetta)

Chupo uma balinha do coração. Não quero ir ao Chico, não quero falar de amor, nem ouvir falar de amor. Estou voltando à superfície da vida e descobrindo que sou peixe: estou sem ar por aqui, vou sufocar. A dor da perda/rejeição é demais pra mim, está doendo como se fosse ontem. Procuro motivos, procuro desígnios, maquino o mal e como besteiras, doces, balas, chocolates. Shit. 

Vi outro dia mesmo o ex de uma conhecida já andando de mãos dadas com outra... deu nem tempo de respirar, mon Dieu! O que acontece hoje? Estou por fora, totalmente. Não sei mais brincar disso não. Envelheci precocemente, cansei. A dor ainda está aqui, aflorando cada vez mais nesse meu "pós-operatório": queria ter extirpado o coração, não o dente. Penso todos os dias nele, e isso me enlouquece. 

Voltou tudo de novo, voltei ao normal: acordo antes do despertador pela ansiedade e urgência das coisas do dia seguinte, penso e sonho com eles, me torturo, maquino uma vingança que não sairá nunca por simples motivos tais como eu ser cristã, eu ser covarde, eu não ter plano, eu não saber fazer o mal e nem o bem, fico no meio termo. 

Tenho medo do que cada mês me reserva. os dias, eu tenho ao menos a sensação de ter o controle, e na verdade, tenho o controle do curto prazo, mas do longo... Esse ano começou muito mal e vai indo nessa linha. Estou bem neste exato momento, enquanto escrevo, mas Deus sabe o que virá hoje à noite, depois... 
Eu devia ficar descansando pra recuperar as energias, mas a vida chama, o trabalho... quanto trabalho. 

Não quero saber de amor, não quero falar disso, não é pra mim, simplesmente não é. Mas continuo amando com uma força que me sufoca, tal como a dor que vem junto com a constatação da realidade. Ele não me responde por que, ele não se explica... nenhum deles que me passaram pra trás. Sempre assim, fato. Por que, c'est la grand question. The great one. 

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