domingo, 22 de julho de 2012

A gente somos inútil

O que andei descobrindo...

Novas músicas são a coisa melhor do mundo, umas das. Quando se descobre um músico novo, ainda que ele tenha sido já descoberto pela mídia anos ou meses antes, a gente tem aquela sensação de fazer parte do que ele canta, daquele mundinho. Eu descobri!, é a sensação, a sensação de descobrir o Brasil, quase. Todo mundo se interessa por música e aí começa a instauração da minha inveja, dor-de-cotovelo, whatever. What about poetry? 

Ninguém diz, nossa, li uma poesia cara, muito boa, vou baixar pra vc depois, vc tem que ler! Eu sinto que meu trabalho é inútil e imagino que esse seja um sentimento expeirmentado por Van gogh, por pintores, cantores, dançarinos e autores que não tem um grande público, um  grande alcance. Sim, eu gostaria desse grande alcance um dia, aliás, ainda agora. Eu sei que escrevo, e adjetivos ficam por conta de cada um. 

Tem o problema das caixinhas de comentário também. Quantas vezes li coisas, gostei, mas sequer dei um curtir ou fiz qualquer comentário... Nessa era tecnológica, isso é fundamental pra se conhecer a opinião alheia, porque às vezes realmente ninguém curtiu ou leu, ou ouviu, ou gostou, mas ocorre às vezes de ter positividade, e a gente, ansiando pelo grande alcance, o grande público, fica lá na frustração pura. Inutilidade!

Mas tem o lado bom de descobrir coisinhas que pouca gente vai sabendo: você se deparar com gente da sua idade também escrevendo e pintando e cantando e compondo e dançando. É a nova geração, não tão nova assim, mas você acaba se sentido parte de um movimento a ser estudado no futuro. É o sonho que eu nunca vou saber se realizar-se-á, posto que é póstumo: ser literatura e cair nos vestibulares. Sagrar-se membro da ABL. 

Tem o negócio de ser professor também, O papel. O professor é o artista-mor, o artista de tudo. Não é um inútil, como ninguém o é, mas fica ás vezes nesse canto escuro e injustiçado da sociedade. Como alguns de nós, artistas pobres e não-reconhecidos. Porque algum dinheiro às vezes faz a diferença. E o "às vezes" que tanto uso pondera tudo. Bye.