sexta-feira, 5 de julho de 2013

Como os nossos pais


Ah, ao menos os exames benditos enfim foram marcados! E ele/a se faz presente agora, mexendo-se desde terça ou quarta, quando tive uma crise nervosa. Sua presença é extremamente sutil ainda, mas ele/a me avisa sempre que está aqui, que, apesar de todas as dificuldades, ele/a já existe e precisa de mim.
Estou sendo repetitiva, seu sei. Mas escrever me faz ver que eu posso continuar. e devo, e que my baby está esperando uma atitude mais ativa da minha parte, coisa que nunca fui muito de ter. Estava me lembrando hoje das farras com amigos e, naquela época, tudo parecia mais fácil, mais encorajador porque eu estava em grupo. Não havia vergonha de beber, cair, pagar mico, chorar por decepções amorosas, levar foras, gastar dinheiro e não ter um tostão no fim do mês, sempre tinha o que beber, o que comer, dividia-se tudo... eu me lembro e realmente não sei como eu fazia com dinheiro, porque teve uma época que saía demais, tudo que é festa tava eu lá. E agora que realmente preciso de cada centavo, a grana some. Tudo parece tão sério, tão sem graça, tão mais difícil. Sinto falta das companhias e de falar bobagens. Acho que os amigos estão também envelhecendo e talvez achando que eu fiquei séria. Ainda não, gente; não o suficiente pra não mais pagar micos e rir de mim mesma, ainda que agora não mais publicamente. Porque a gente gosta tanto de plateia? Nos sentimos atores, queremos a aprovação ou mesmo reprovação do público, amigos e desconhecidos. Queremos ousar, queremos viver. Ousamos viver todos os dias tão sérios, sem sorrisos, sem um telefonema, um encorajamento, uma palavra, um curtir, um comentário ou, quando não, nos alimentamos somente dessa coisa toda virtual. Ah nem, gente! Será que estou velha demais pra sair e rir um pouco, sem álcool e sem pegações? Grana nunca era problema, o que houve? Como já disse Elis, "Minha dor é perceber que apesar de termos feito tudo que fizemos, ainda somos os mesmos e vivemos como os nossos pais". E isso porque, talvez, eu vou ser mãe. E exatamente por isso, quero ter a capacidade de fazer caretas, rolar no chão com meu filho, brincar e me sujar com ele, e não limitar meu mundo a ele, que um dia também irá sair de casa como eu fiz... Perdoem-me os amigos pela falta, pela ausência. Eu ainda sou gente e penso bobagens também, sinto carências e saudades, sinto faltas. João, Amanda, Leandro, Lívia, Dayane, Vinicius, etc etc só pra citar alguns nomes. Como cristã, desejo estar ao vosso lado, assim como Deus o deseja. Feliz mês do amigo!  - é julho mesmo, ando meio esquecida e confusa!?
bjus, bye!