sábado, 28 de março de 2015

Forget


"Tudo coopera para o bem daqueles que amam a Deus"

Queria só esquecer, assim, que nem os homens de preto, aperta um botão, pá, acabou. Mas sei que tenho o controle da minha mente, ao menos posso ter, preciso ter, preciso controlar certas lembranças. Shit. 

Certas pessoas poderiam desaparecer da terra, assim do nada, pá, acabou. Deveriam sofrer o mesmo que me fizeram sofrer, até mais. Shit.

Queria fechar os olhos, às vezes, e estar em outro planeta, ser outra pessoa, mudar tudo, assim num piscar de olhos, pá, acabou. 

Queria parar de viver uma adolescência interna e parecer tão assim senhora de mim só por fora, assim de repente, pá, acabou. 

Pá, acabou. Só que nada acabou. Pisar naquelas terras tão conhecidas e tão distantes agora do meu mundo pós-eternamente-pós-ufv é tão nostálgico e doloroso quanto pisar em brasa viva. Em cacos de vidro. Passar no fogo. Nó na garganta. Riscar o quadro na unha. Rrrrr... ai,...

E aí passou o cara de bicicleta quando eu estava no ponto. (Eu nunca estou no ponto). Desejei ter me levantado e dado com a bolsa na cabeça dele, e que tivesse passado ali um caminhão, esmagando cada pedacinho dele e... chegou o ônibus, fui embora. 
Almoçar, tomar um banho, descansar um pouco, dar mamá pra minha baby, arrumar a casa, etc, etc. A rotina urge. 

Bye.