terça-feira, 11 de outubro de 2011

Memories

bonecas de pano e lembranças

Redes sociais já não fazem muito sentido pra mim, mas estou buscando algum novo. Antes eu usava pra falar sempre com eles, os ex que sempre eram uma tentativa de amizade frustrada. Agora com o pé na bunda que dei em todos - quem me dera, foi mais um pé na bunda emocional, eu me livrei emocionalmente e psicologicamente deles - estou buscando novos sentidos, não só para as redes sociais, mas pra vida: o romantismo exacerbado que se esconde dentro de mim insiste em buscar as lembranças mais doces dos tempos de rolo, insiste em dizer que talvez... mas tento calar essa voz; vou me preocupando com a vida financeira, e outras áreas, mas... claro que seria mentira se dissesse que não estou nem aí pro my heart, é a parte da vida e até do corpo com que mais me preocupo, acho que as mulheres em geral. Mas infelizmente sou do tipo não agraciada no amor: estou chegando à idade com que minha mãe e minha irmã se casaram, e nunca tive sequer um namorado; tive promessa de coisas sérias, possibilidades, aquela coisa que vc vive pensando "e se, e se...", esse "e se" é que atrapalha tudo. Nunca quis promessas e nunca quis fazer metade do que já fiz por aí, com quem jamais mereceu. Eu sou também do tipo que acredita na doação a um relacionamento, no fazer coisas para agradar: gosto de agradar o outro, fazer coisinhas, estar do lado, assistir filme junto, andar de mãos dadas, conversar bobeiras... até tive alguns momentos assim, mas... promessas. Sou contra promessas não cumpridas, se não for fazer, se não for pra frente, nem comece. Tenho traumas de infância por promessas não cumpridas. Vamos a mais um capítulo da minha infância, aproveitando amanhã, children's day:

Ganhei uma lancheira de uma amiga, eu devia ter lá meus 7, 8 anos. Eu ficava andando com ela pra cima e pra baixo dentro de casa, e às vezes largava em qualquer lugar. Era da Branca de Neve - hm, isso explica algumas coisas rsrs... - e eu simplesmente me apaixonara por aquele objeto. Acontece que minha mãe se irritou tanto com as minhas largadas de lancheira que acabou quebrando-a, antes mesmo que eu pudesse estreá-la na escola. E ainda prometeu comprar outra, coisa que nunca fez. Lembro-me de estar na escola e ver os outros alunos com as suas lancheiras, garrafinha, e eu lá, com uma garrafinha pet, o lanche dentro de um saco de pão comum. Na hora me lembrei da lancheira perdida, quebrada - o lanche mal me desceu pela garganta, segurei as lágrimas - tudo extremamente doloroso.

Todo inicio de relacionamento, pra mim, sempre parece uma promessa, que logo mostra não se cumprir. Ninguém nunca me prometeu nada, isso é certo. Mas, como eu disse, meu romantismo exacerbado me faz pensar assim e, na hora em que o castelo rui, mal acredito: como ele pôde não sentir o mesmo que eu? A paixão sempre me faz acreditar que o outro está na mesma sintonia, mas, na maior parte das vezes comigo não foi assim. Simplesmente não foi...

Ufa, chega de traumas, tanta coisa que fica gravada na gente por causa de pequenas coisas da infância...c'est la vie. Gúdi náiti!

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