quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Vida segue


It's hard
But you know it's worth the fight
'Cause you know you've got the truth on your side
When the accusations fly
Hold tight!
Don't be afraid of what they'll say
Who cares what cowards think? Anyway,
They will understand one day
One day

Les Jours Tristes - Yann Tiersen

Fui à nutricionista hoje, estou com 71kg. Antes da gravidez eu estava com 67 e cheguei ao final com 79, e tudo indica que estou bem. Não fiquei gorda porque sou alta e a barriga só estava bem visível lá pelo oitavo mês. Agora que tenho a bebê nos braços, a barriga ficou, um pneuzinho. Pelo menos já estou usando jeans novamente, só um mais apertado que ainda não fecha. A linha na barriga também permanece.
Gostaria de dizer que as dores passam assim que o bebê nasce, mas não é bem assim. Claro, dá um alívio enorme nessa hora, mas aí tem os pontos que a gente leva lá embaixo. Quando voltei pro quarto no hospital, estava bem, me movimentando normalmente ao contrário das outras três mães que lá estavam, que passaram por cesárea e nem no banheiro podiam ir. Mas quando fui pra casa o bicho pegou. O negócio doía tanto que eu não podia sentar, só deitar ou ficar em pé. Descobri qual é a sensação de fazer xixi em pé. Quanto ao number 2, fiquei uns 10 dias sem e até agora meu intestino tá "preguiçoso", mas eu sempre tive esse problema. Como diz a música, "Tudo é dor e toda dor vem do desejo de não sentirmos dor". Agora estou bem, apesar do resguardo, que nada mais é do que um tempo caseiro que o médico dá pra gente descansar e se privar de praticamente tudo durante 40 dias. Só é permitido cuidar do bebê, a parte mais gostosa e trabalhosa também!
A amamentação também não foi fácil. No início era novidade e fazia cócegas; depois, pela falta de costume, começou a doer muito. Usei uma pomada que ajudou um pouquinho, mas o que ajuda é exatamente o ato de amamentar. O vínculo que se cria é totalmente verdadeiro. Uma vez tirei meu leite e dei à Lídia na chuquinha e me senti mal, como se estivesse privando-a de algo essencial, e de fato estava. Com persistência consegui superar o incômodo e agora está bem melhor. Lídia está se alimentando exclusivamente do meu leite e espero poder continuar assim até os seis meses, isso se não vierem os dentes antes, porque aí complica.Tudo é questão de vestir a camisa, querer.
A pior dor mesmo é quando ela sente dor, porque dói em mim. O choro de dor é diferente e logo o reconhecemos. O bebê se contorce e/ou se estica todo, fica muito vermelho e chora "doído". Pelo menos é o que eu observo na Lídia. Bebê nunca chora à toa, geralmente vai ser por fome, frio, dor, fralda suja ou querendo colo. Muita gente tasca logo uma chupeta na criança pra que ela não chore, mas é preciso entender que o choro é a fala dela, portanto é natural; claro que é desconfortável e deixa todo mundo nervoso, inclusive o bebê, só que é preciso manter a calma. Ontem quase chorei com a Lídia, que teve uma crise de choro por conta de cólicas intestinais, tadinha. Segura-la de bruços ajuda, além do remedinho (luftal) é claro. Lídia não usa chupeta e nem pretendo passar a usar tão cedo.
Domingo foi a apresentação dela na igreja. Como somos evangélicos, não houve batismo. Agora eu e Bruno temos a missão de criar uma cristã. Grata missão! Amanhã ela faz um mês. Thanks God!