sábado, 5 de dezembro de 2015

Seca

Eu e ela. Eu tão seca, ela tão linda. 

A fonte literária parece que me secou. tenho andado tão mergulhada no cotidiano da vida normal - "normal" -  que nem tchum pra poesia. Ela me vem, ás vezes, mas de tanto cansaço, um cansaço profundo e enraizado, nem escrevo. E quando me dou a caneta, a mão não obedece, o dedo treme, deixo pra lá. Ah, estou cansada! E nem é uma reclamação, é uma apenas constatação de um estado físico e emocional - estou cansada. E isso significa: parei e me acomodei em e com muita coisa. Mas com a graça de deus, vou levando, um esforço daqui, uma lágrima ali e a vida segue. Não paro de ler nem de estudar, prossigo para o alvo e para o alto, que é o mais importante. Não, não ignoro os outros aspectos da vida, mas se focar neles, o choro vai durar o dia todo... tanta notícia ruim, tanto aumento de produtos e serviços e o salário só ficando pra trás. Enfim, o de sempre: humanidade desumana. 

Enquanto isso, a minha pequena cresce: cada vez mais falante, mais arteira, mais linda. E eu com mais medo por ela quando sair por esse mundo afora, quando for pra creche, quando não estiver ao alcance dos meus olhos, tanto medo por causa de tanta maldade do mundo. Sim, ando muito temerosa, não relaxo. Quem sabe no natal em Sampa. Tomara que seja bom.

Ano que vem vou fazer um curso de educação continuada. Não é uma pós, não é um mestrado, não é uma ida aos EUA, mas tá bom, sempre é bom voltar ao ambiente acadêmico e repensar as coisas, a vida, a pessoal e profissional, pois que tudo está interligado. Além do mais, pode me fazer subir de nível, ganhar uns centavos a mais. centavos nos dias de hoje são ouro. 

Estou seca de cansaço e magreza, mas também de água. Sinto muita sede e quase não bebo água, é
 preciso lembrar. 

Uma tempestade se arma lá fora no céu belo-horizontino; I gotta go, bye.