quarta-feira, 20 de outubro de 2010

20-10-2010

Eu não tinha notado até ler na comu dos nascidos em vinte de outubro, que a data esse ano é toda igual: 20-10-2010. sinistro....

ja recebi os tradicionais parabens de algumas pessoas pessoalmente, por orkut, por msn. Hj a noite combinei uma reuniao aki em casa, se eh que vem alguém...vamu ver.

axei o texto que meu pai escreveu pra mim quando eu tinha cinco anos. Ele diz muita coisa. É ele só por hj, axu que basta neh? take a look:

O nome de Rebeca



Uma meninazinha de apenas cinco aninhos tem o nome de Rebeca. O nome de Rebeca. Os pais, como todos os outros, vivem a pensar, e especialmente o pai, a sonhar, com o futuro da filha. O que sobrevirá, o que ocorrerá, enfim, questionando o bem-estar daquela coisinha-de-nada que Deus trouxe ao mundo. Não é tão miudinha assim, mas o pai insiste que ela é tão mimosinha assim aos seus próprios olhos.


Uma menina séria, como a maioria dos pequeninos o são, atenta, sempre surpreendendo o descuidado pai com exclamações incríveis! Onde será que ela aprende tudo isso? Mas a pequenina prossegue. A filhinha do papai, não porque é rica, mas porque o pai a tem em alta conta. Nascida em lar pobre, sem bens, sem muitos brinquedos, sem condições de ter tudo o que apreciaria demais. Tem o nome de Rebeca. Um bonito nome, um nome lindo. Verificados nas páginas sagradas da escritura, escolhido com antecedência, mesmo antes de seu nascimento, meditado, revivido na vida da personagem que tem esse nome no livro do Gênesis. Escolhido Rebeca. Soa bem, trás no seu significado muitas explicações. A pequena que encantará os olhares masculinos. Dotada por Deus de extrema beleza. Cobiçada por muitos, contudo eleita para um somente. Encaminhada pela graça divina, ensinada na fé cristã, educada para a vida, preparada para o destino. Assim vai a pequena Rebeca. Hoje com cinco anos. Amanhã com quinze, depois com dezoito, depois...


Passam-se os dias, os meses, as horas, os momentos alegres e felizes ao lado do papai e da mamãe, juntamente com o irmãozinho menor. Constantemente recorda-se da irmã mais velha que ficou para trás em outra cidade, morando com a avó, de quem sente saudades, expressando isso sinceramente, com a simplicidade das crianças, com a severidade dos olhinhos “pretinhos”, bem negrinhos, acha o pai, observando-os, elogiando-os, namorando-os, como fazem todos os pais gamados por todos os filhos queridos. Os lábios, uma boquinha pequenininha. Notou-se logo, desde que nasceu. Um rostinho delicado de criança pura e inocente. Os cabelos negros a correr-lhe pelos pequeninos ombros. Tem o nome de Rebeca. O nome de Rebeca. Um nome que traz alegria, um nome que traz esperança de um amanhã com aquele novo despertar. Esse é o nome de Rebeca. Um nome sobre os outros nomes. Um nome diferente, com uma pronúncia rica, embora num lar pobre. Um nome nobre, embora em família humilde. O pai a apreciá-lo sempre, não cansa de elogiá-la, sempre a gostar dela, sempre desejando-lhe dar tudo o que deseja, sempre preocupado em ganhar dinheiro para ajudar um pouco na felicidade da filha querida, para a formação daquela bonita menininha que hoje é uma criancinha de cinco aninhos, mas que no amanhã não muito distante, terá um objetivo, um dever, seu desempenho, sua luta, sua grande vitória. O nome de Rebeca. Realmente não me esqueço desse nomezinho adorável, pois não é um nome isolado, com ele vem aquele rostinho bonitinho e sapeco da menininha que a cada dia cresce mais um pouquinho, tornando-se em breve a grande meninona.


Creiam-me amigos, ela é Rebeca, tem o nome de Rebeca, é esse que Deus lhe deu: O NOME DE REBECA!

Osvaldo Gonçalves da Silva
São Paulo, 8 de outubro de 1988.

nao sei se meu pai chegou a  mostrá-lo pra alguém. Mas eu sempre li, desde que o descobri, nos axados do meu pai. happy birthday to me!!