quarta-feira, 25 de maio de 2016

Sobre a criação de filhos

cena do filme "Catch and release" (pegar e largar)

Fico cada vez mais preocupada com os teens de hoje: tão irresponsáveis, promíscuos, muitos já são "mães" e "pais". Coloco entre aspas porque em sua maioria eles não criam os próprios filhos, o papel sempre fica relegado aos avós, que ganham não um neto, mas mais um filho indesejado. Óbvio está a objeção que faço à gravidez adolescente. Aliás, diria até contra o sexo entre adolescentes porque se não sabem ou não querem se prevenir, não podem fazer. Se não trabalham e não são emocionalmente estáveis (minimamente) não podem ter filhos. E geralmente não é uma decisão consciente, simplesmente "aconteceu". Ah vá....
Opiniões radicais à parte, creio que tudo começa na criação do menino e da menina, que é bastante diferente. Se o menino sente vontade de fazer xixi no meio da rua, os pais levam ele num canto qualquer pra fazer, enquanto que a menina não pode; brincar de carrinho, usar boné e andar de skate é coisa de menino; e por aí vai. O menino quase homem pode "Passar o rodo" é normal, mas a menina é uma vadia se assim o fizer. Ele engravida uma menina e pula fora, ela fica lá achando lindo ter um bebê, mas depois que nasce... manhêee!! Coitada da vovó!! Ou sente-se meio sem opção, sem nem saber o que está acontecendo consigo mesma... triste.  
Meninos não podem tudo, nem meninas, nem ninguém. A sociedade atual se pauta nisso: tudo pode, tudo é liberado, liberdade de escolher tudo a todos, não importa idade nem nada. Acho que precisamos de regras e leis para um mínimo funcionamento da sociedade. Otherwise, chaos. E parece que estamos sempre caminhando atraídos pelo e para o caos. Desde que fomos expulsos do jardim do Éden, o mundo ficou assim, está sempre oscilando. 
Gostaria que minha filha crescesse no  meio que eu cresci: na igreja, sendo ensinada, apesar de que cometi meus erros, mas foram meus deslizes, e não falta de conhecimento ou atenção dos meus pais. Me preocupo tanto que tenho medo de me preocupar em excesso e criá-la numa redoma, querendo protegê-la de tudo e todos. Não tem jeito. Gostaria só que ela fizesse cada coisa a seu tempo, sem atropelar fases, sem pressa, sem ser apressada por outrem, namorado ou sociedade. Gostaria que ela me desse ouvidos pois ai ela vai saber tudo o que eu descobri tarde demais, pra evitar sofrimento desnecessário. Gostaria que fôssemos amigas, que ela se apaixonasse e fosse correspondida, que tivesse um namoro santo, que... fosse feliz, pra resumir. Mas a vida é dela e as escolhas serão dela. Cabe a mim orientar pra que ela saiba caminhar sozinha later. Pais adolescentes também têm essa incapacidade de orientar, pois eles mesmos ainda estão aprendendo a caminhar sozinhos. Como fazer isso com um bebê a bordo? Um bebê interfere de forma decisiva em toda a nossa existência, quer você fique com ele ou não, que o assuma ou não. Saber que ele esteve ou está lá já muda tudo. Por outro lado, não existe uma maneira única de criar filhos, já que somos seres individuais e por isso, cada um vem de um jeito todo próprio desde o ventre. O meu manual é a Bíblia e quem dera fosse o de toda a humanidade! Mas que façamos o melhor para nossos filhos. Que todos os que são pais e mães não maltratem, abusem ou matem seus filhos. Que os que não os querem ou não planejaram coloquem-nos para adoção ou escolham uma família para eles, pois ninguém merece ser criado em um abrigo e depois aos 18 ser jogado na rua sem muita perspectiva de vida. Que amemos assim como Ele nos amou, amém! :)