domingo, 14 de outubro de 2012

O amor que dá


Achei que o amor ia me cegar,assim, pra tudo, pra vida, amigos, profissão, rua, minha gata, minhas contas. Me cegou pra bagunça do quarto, que já não arrumo. Achei que ia me cegar pro passado, e essa cegueira era tão desejável. Mas não. Achei que me cegaria pros outros, para os sentimentos não desejados, para defeitos, gorduras, hálito,distrações, passado... mas não. Suportar tudo não é fácil, mas é necessário uma vez que se queira o outro.

Somos música, somos todo o possível, o amor que dá; que não é cego, mas tolerante. Que tem me feito aprender coisas, aprender a me controlar, me põe rédeas necessárias, me faz parar e viver de verdade.

Esses dias tem sido difíceis, digo não para mim, mas para algumas pessoas. Mês do halloween, parece que "a bruxa está solta". Mês dos meus dias especiais: 12, 15 e 20. Crianças, porque ainda resta uma em cada um de nós que aflora quando dá; professores, minha profissão, mas não estou trabalhando como professora, eu SOU professora; e aniversário, mais um ano que Ele me concede, mais uma primavera um tanto chuvosa e fria. Tenho orado bastante pra muita gente, ultimamente para pessoas em específico. Acho que é isso o mínimo que devo fazer, crendo que as situações serão milagrosamente revertidas, não porque eu tenha algum poder, mas porque Ele assim o quis, o quer. 

Eu tenho dúvidas e medos, aí clamo por Ele, a solução. E, vendo o amor dormir assim, tão tranquilo, sei que Ele está comigo e está tudo bem. Tudo é possível. Amém.