terça-feira, 2 de julho de 2013

Help!


Help, I need somebody help!
The Beatles - Help

Estou cheíssima de coisas a fazer e no entanto venho pro blog. Bom, no entanto não, por isso mesmo venho pro blog, como um escape. De repente me bateu uma tristeza porque provavelmente não terei um casamento tradicional e por já estar com um bebê a caminho. Sim, eu atropelei algumas fases, como venho fazendo desde 2008. Parece que o acontecido de 2008 desencadeou uma série de acontecimentos sobre os quais não tenho o menos controle; como efeito borboleta, o vento do bater das asas de 2008 ainda causa seus furacões na minha vida. 
Está tudo muito difícil: tenho ainda minha vida acadêmica, tendo que cumprir prazos de trabalhos e provas e assistir as aulas que dá; tenho tentado estudar para um concurso cuja prova acontecerá neste próximo domingo, em BH; planejo minhas aulas, tenho que corrigir provas e trabalhos de meus (des)interessados alunos; tenho que manter meu namoro que nem sei mais o que é e logo moraremos juntos, o que praticamente já temos feito há algum tempo; tenho meus compromissos com a Igreja, com Deus; tenho um monte de exames a fazer e a enrolação do SUS na marcação de exames está me deixando doida, cheguei a chorar de raiva - pensar em plano de saúde agora está fora de cogitação; cumpro horários de monitoria na universidade para manter uma bolsa da qual não posso abrir mão, por enquanto; trabalho também como revisora de abstracts na revista de ciências humanas da universidade; ofereço ainda meus serviços de revisora e tradutora, mas não sou boa em divulgação e propaganda, que é a alma do negócio; preciso conseguir alguém para ocupar minha vaga na república, coloquei anúncios no face e até agora, nada; tenho que começar a arrumar a mudança, porque a casa nova já está disponível e vou ganhar os primeiros aluguéis; professores usam minha função de monitora para que eu auxilie com exercícios. E, além de tudo, estou grávida. Nas duas vezes em que senti isso, a sensação se evaporou logo, como se minha mente estivesse querendo negar o fato ou ignorar, sei lá. Anseio pelo próximo ultrassom, nem marcado ainda. É, tem a pobreza, característica quase genética minha...
Estou segurando a onda pra não deprimir ou melancolizar ainda mais. Hoje ouvi umas músicas animadas, mas agora à tarde, escrevendo e corrigindo coisas, estou nas músicas melancólicas. Dizem que a gravidez muitas vezes deixa a gente assim. E tenho evitado de falar sobre com as pessoas. Sempre me perguntam como está o bebê e imagino que esteja bem. Não o sinto e mal tenho barriga. E não sei com qual das coisas que citei acima devo me preocupar ou ocupar mais. Tenso. Help!!
Aí tenho que pensar também no chá de bebê, precisava inclusive de um de panela e vem aí meu aniversário, pensei em juntar chá com aniversário, mas eu estarei com oito meses de gravidez, tenho medo de alguma antecipação. 
Estou extremamente emotiva e com a pele altamente sensível; muitas coceiras e alergias brotando. Agora mais do que nunca me sinto só. Minha mãe está vindo pra me dar um pouco de apoio, espero que chegue logo. 
...
De repente, uma tristeza, porque não foi assim que eu imaginei, não foi nada disso que pensei pra minha vida. E deixar a vida levar não é nada legal.