quinta-feira, 15 de julho de 2010

Semana do Fazendeiro - pelo mais!


Ontem vi Carol Reis dando entrevista para a radio universitária ali, em plena semana del fazendeiro...bonita, canta bem, mas não é nada extraordinario assim.
E acho que foi anteontem que vi uma senhora catando latinhas lá, na feira pra pobre ver e rico comprar. Eu estava ali perto, comendo uma mousse de maracujá, e corri para ajydá-la a pegaumas altinhas que estavam amis no fundo do latão de lixo. Não sei se os abastados lá sentados, comendo, viram o que eu fiz e ignoraram o ato, ou mesmo se viram a pobre senhora, que, diante de minha ajuda e certamente por falta de companhia, desatou a falar de seus problemas de saúde para mim. Perguntei se ela havia almoçado; mesmo sem poder gastar muito, tlvez eu pudesse lhe comprar algo, mas acho que ela não me ouviu bem e continuou falando. Eu tbm não entendi bem o que ela falava num tom baixo e um tanto enrolado, mas entendi certas partes, a diabete, o pegar o onibus ou as vezes voltar a pé pra casa e de casa pra rua, etc. Quase cgorei por ela, pela condição dela. Meu Deus, ela deveria estar em casa sendo cuidada, e não catando latinhas "pra ganhar um dinheirinho" como ela me disse. Onde estão seus parentes, filhos talvez? Talvez não possam muito ajudar, talvez tambpem estejam pelas ruas catando latinhas, enfiando a mão nos lixos que podem conter todo tipo de dejeto.
A velhinah foi embora e eu quase me enverginhei de continuar comendo a mousse de maracujá. Olhei ao redor: ninguém parecia mesmo ter notado a cena. Enquanto isso a semana dos fazedores de bufunfa continuava. A pobre senhora se foi, parando aqui e ali pela necessidade de falar e ser ouvida. Por pena ou por terem de cuidar de seus proprios estandes, as pessoas ouviam-na, sem muta atenção.
Prestei atenção em mim depois, descobrindo que sou meio akelas pessoas abastadas, meio akela pobre senhora: minha educação foi boa, digo, da parte dos meus pais, e me slvei de certos trejeitos e falas da classe menos abastada. Mas vivi em barraco de madeira, no meio de ratos e baratas, passando aperto e quase fome. Deus me livrou. Que livre também essa senhora e lhe dê descanso, amém.

ontem não fui à festa noturna da semana. fui à igreja, o que salvou meu dia. Conversava com ele no msn e tudo voltou à minha mente, comecei a chorar, ouvir musicas melancolicas, enfim, me jogar pra baixo mesmo. Vou à igreja, resolvi, e foi a melhor decisão. Chega. Tem coisas para as quais a gente tem que aprender a dizer chega. Eu já disse e venho dizendo algumas vezes, mas é preciso tomar a atitude do chega e "chegar" mesmo. tem coisas ou situações ou mesmo pessoas que no fazem 90% mal e 10% bem; teimamos em nos apegar a esses 10% para justificar o não dizer chega. Eu mesma sou assim. Não conseguimos as vezes ver a possibilidade de achar algo ou alguém que lhe dê os 100% tão desejados de bem, e por isso achamos que 10% tá bom, melhor do que nada. Melhor ter pela metade? Aliás, nem metade é, não é 50%, é 10%!! Aí vem os "pelo menos", que não vou exemplificar porque ficari explicito d+. Não temo que ter os pelo menos, e sim os muito mais! pelo mais! Campanha pelos "pelo mais", construção talvez considerada agramatical no nosso português, mas válida nesse contexto. Pelo mais!! Pelos 100%! Pelo dizer chega e "chegar" de verdade. Basta a cada dia o seu mal, Pelo mais que eu mereço! E que pena, certas pessoas não conseguem avaliar e apreciar o quanto oferecemos. Pena...Pelo mais!