segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Enrolados

 "Alegrai-vos sempre no Senhor; outra vez vos digo, alegrai-vos". 
Filipenses 4:4

 Assisti há pouco "Enrolados" (Tangled) e chorei. Fiquei pensando em sonhos, principalmente na cena em que Rapunzel e José estão conversando no barco e ela diz que tem medo que o sonho dela não seja do jeito que imaginou, e ai diz ter medo de que também seja, porque o que ela fará depois, ao que José responde: "Acho que aí é que está a graça, vai ter que buscar outro sonho" (ou algo assim rs). 

Um sonho meu já foi, e tenho pensado (sempre pensei, agora mais) num outro que parece básico, simplório, não um sonho, mas algo que acontece naturalmente, l'amour. Sim, mulheres sempre pensam nisso e eu sempre falo disso, mas não tenho muita alternativa. Fui tomar um sorvete, passei na padaria e vi um casal de mãos dadas. Era isso, fiquei olhando as mãos dos dois, o jeito que se olhavam, tudo... E tudo que não entendo é porque ouço tanto não quero me comprometer, mas logo depois, a pessoa se compromete sim com  outra. tenho lá minha hipóteses, mas nunca vou entender isso direito, nunca. E menos ainda entendo essa minha lógica contrária, quanto mais sofro, mais quero esse tipo de relacionamento que nunca alcancei, que sequer passei perto. Ninguém imagina o quanto isso me pesa, ainda mais à beira dos 30. Será que vou ter uma crise? 

Li em um site que geralmente a mulher de 30 tem uma crise e se separa para depois se casar novamente, dessa vez com o definitivo. E o que dizer de uma mulher de 30 solteira? Eu queria ter uma crise sim, mas uma crise criativa, decisiva, do bem pra mim. Sempre tenho pequenas crises que me fazem sempre lembrar dos piores momentos, ou dos "detalhes tão pequenos de nós dois", que são os que matam mesmo, e lamentar, e chorar, e blá-blá-blá... quero para e lembrar de tudo que já me aconteceu de bom, que estou viva, que aprendi muito, chorei muito, amei muito... e isso é muito difícil. Sinto-me adolescente ainda, ficando aqui e ali, sempre acreditando no pra sempre das coisas e das pessoas, tal como em contos de fadas. Sinto-me a bela adormecida, como já disse muitas vezes aqui, as coisas passando e eu dormindo.

Eu não vou à festa à fantasia. Essa decisão foi-me custosa, como geralmente as decisões me são. Não ir à festa exigiu um rearranjo mental, porque eu estava focando a festa e sinceramente pensei em não ir a BH fazer a prova do concurso. Sim, eu considerei a hipótese de trocar um concurso por uma festa, sem medo. Mas depois de uma caminhada em que pensei bem, decidi não ir à festa para a qual me preparava, ao mesmo tempo em que sentia que algo de ruim iria acontecer... É, não devo ir. Na festa.

Não devo fazer tanta coisa... o pastor da Igreja que fui ontem pregou sobre a alegria e leu o texto de Filipenses 4:4... disse que como cristãos não precisamos (ou não deveríamos precisar) de carnaval, de festas e pulação ou qualquer outra coisa para nos alegrarmos. Não convém irmos a festas, beber, fumar, etc por causa dos outros, porque nos julgam e poruqe também não condiz com o pensamento cristão. E logo depois do culto, lá fui eu sair e beber. Encontrei o pastor da minha igreja. Marquei de conversar com os dois, separadamente, claro. Preciso.

E hoje faltam exatamente 8 meses para meu aniversário. bye.

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