sábado, 5 de janeiro de 2013

Picando a mula


Hoje foi aniversário dos babies gêmeos, Bryan Mateus e Ana Clara. Passei a manhã com o menino e não devo vê-los mais, já que volto pra Viçosa amanhã à noite. Tampouco fui à festinha que tiveram - coisas familiares... Saí, fui ao Shopping Metrô Tatuapé, comprei meu óculos escuro finalmente e recarreguei o celular. Estou com um Claro agora, além do Tim (quase aposentado) e o Vivo.

Meu irmão mais novo, o pai dos babies, me disse que pelo menos estou inteira, apesar da idade, que ele pasmou ao saber... Engraçado, não me pesa. Me sinto constrangida ao me pegar muitas vezes usando roupas que gostaria de usar quando era adolescente e não pude... Mas falo minha idade de boa, talvez porque tem sempre alguém que se surpreende dizendo, "Não...!" com aquela cara, não sei por quê. Isso está relacionado talvez a nossa visão ocidental da idade, em que, passando dos 25, já é muito, e se vc não tem casa, carro, pés de galinha e rugas, "Não parece!!". 

Não parece que Bryan tem 3 anos, em comparação com a irmã, que fala pelos cotovelos e entende-se 50%. Dele entendemos nada mesmo, está balbuciando ainda, nada de mais. Happy birthday my dears!

Ah, aproveitei minha saida pra ir ao outro shopping, o Boulevard Tatuapé, em frente ao outro. Entrei logo numa livraria, só pra babar mesmo, ver novidades, perguntar preços (astronômicos, pelo menos os de material de inglês!). Assistir o Discovery Kids é bastante instrutivo, tem um desenho que ensina inglês também, musiquinhas que falam que os animais e as árvores são nossos amigos, carros, peixes quase humanos que ensinam muitas lições.... fase boa e mágica essa! Lembro que eu assistia muito Castelo rá-tim-bum, Programa rá-tim-bum, era muito bom... teve uma época até que íamos à biblioteca, pegávamos livros só pra ver as figuras, depois só pra ler... Muito bom. Desse passado não quero esquecer... poderia ter pulado pra hoje, mas tudo que vivi fez parte. As mazelas dessa vida me fizeram emagrecer, como justifiquei a meu irmão. (tom dramático e música de fundo, please).

Pensei em medidas drásticas hoje... O diálogo foi mais ou menos assim:
- Ah, mozi... é que aqui em casa tá assim, assim e assado e blá-blá-blá...
- Mozi... vamos morar juntos? A gente casa só no papel... (eu)
- É, mozi, vamos ver quando vc voltar aí a gente comversa sobre isso direito e blá-blá-blá...
- Mozi... quer casar comigo? (eu)
- Quero!
- Então tá bom... mozi?
- Sim, mozi...
- Onde a gente vai morar??
- Não sei, mozi...

Falei mesmo em casar, por que não? Mas sei que isso não pode ser feito assim, de repente, apesar de que estou muito mais prática. Casamento na igreja gasta muito? Vamos só no civil mesmo... mas nem é assim, eu quero igreja, quero entrada triunfal, vestido, viagem de lua de mel, latinhas amarradas no carro, arroz jogado em mim, jogar o buquê pra um bando de desesperadas pular até em cima de crianças e destruí-lo todo na louca tentativa de pegá-lo (já vi isso acontecer), enfim, quero todo o cerimonial tradicional, piegas, patético, fora de moda, chamem do que quiser, pra mim não é, é essencial. Mas tá dando uma loucura na gente de ir embora, de arrumar as trouxinhas, de ficar junto pra sempre. Como se tivéssemos encontrado um no outro abrigo, a única pessoa possível que nos entende e passível de entender; a pessoa que não posso deixar escapar sem que mude-a e seja mudado por ela; a pessoa certa, no sentido mais cristão da coisa, isto é, cristã, com a mesma fé... Vontade de ficar junto pra sempre e medo também de errar nessa escolha, porque pra nós é uma vez só. Pra sempre mesmo.

Bom, passei duas semanas praticamente só dormindo aqui em São Paulo. Hora de acordar: amanhã viajo à noite pra Viçosa e já tenho que trabalhar na segunda... o certo seria voltar antes, mas... num deu. Antes de picar a mula pra cá, piquei o cabelo. É triste lembrar do quanto eu reclamava do volume dele quando era adolescente e do pouco que agora restou. Cabelo cai demais, é incrível e quase que inevitável. Inevitável também esse medo, frenesi, angústia e ansiedade antes de pôr os pés novamente no lado de lá, que foi sonho e hoje... é e não é. Bye.